Preços do arroz em casca firmes antes do 1º leilão

O governo quer esfriar o mercado e tentar provocar uma queda de preços do arroz em casca e, em consequência, do arroz beneficiado no varejo.

Antes da realização do 1º leilão de estoques de arroz do governo na safra 2012/2013, os preços do arroz mantiveram-se firmes. No Rio Grande do Sul, os preços do arroz em casca ao produtor acumulam uma alta de 0,2% em uma semana e de 1,8% nos últimos 30 dias e estão 14,9% acima da mesma época do ano passado, com a média atual de R$ 34,82 por saco de 50 Kg FOB para um produto com 58% de inteiros. Nesta terça-feira (06/08), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) irá leiloar 50.147 toneladas de arroz em casca dos estoques públicos de arroz. O produto está depositado no Rio Grande do Sul.

No aviso 122, serão ofertadas 43.713 toneladas. No aviso 123 são mais 6.434 toneladas. Os preços de abertura do leilão variam muito, de acordo com os lotes (diferentes safras, qualidades e percentual de grãos inteiros) e vão desde R$ 28,11 por saco de 50 Kg até R$ 36,40 por saco de 50 Kg. A maior parte dos lotes tem preços ao redor dos R$ 30,00 aos R$ 32,50 por saco de 50 Kg. Existe a clara intenção de conter a inflação por meio destes leilões.

O governo quer esfriar o mercado e tentar provocar uma queda de preços do arroz em casca e, em consequência, do arroz beneficiado no varejo. Nesta semana, os preços do arroz no atacado e no varejo estão estáveis. Em pesquisa em 6 redes de supermercados do interior de São Paulo – Confiança, Kawakami, Pão de Açúcar, Preço Certo, Tauste e Walmart – o preço do pacote de 5 Kg de arroz agulhinha tipo 1 registrou as seguintes médias na primeira semana de agosto: R$ 7,98, R$ 8,25, R$ 10,69, R$ 10,98, R$ 10,98 e R$ 10,98.

Os três últimos preços eram de marcas “premium”. O Secretário Nacional de Política Agrícola, Neri Geller, afirmou, ao anunciar os leilões que “o desejo do governo é manter o equilíbrio dos preços, evitar uma alta mais significativa que venha a refletir na inflação, mas com todos os cuidados necessários para que não ocorra uma baixa aquém dos limites dos custos de produção”. A intenção da Conab seria aproveitar o momento de preços acima do Preço Mínimo para se desfazer dos estoques e provocar a baixa das cotações. A estatal voltaria ao mercado comprando arroz no início de 2014, caso as cotações do cereal fiquem abaixo do Preço Mínimo (o que é pouco provável).

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