Arroz terá redução de área de 5% em Cachoeira do Sul

 Arroz terá redução de área de 5% em Cachoeira do Sul

Plantio do arroz avança no RS e soja terá maior área da história em terras baixas. (Foto: Divulgação)

(Por Jornal do Povo, RS) Como se não bastasse a alta do custo de produção do arroz e as dificuldades na aquisição de alguns insumos que afeta todo o país, os arrozeiros de Cachoeira do Sul foram forçados a reduzirem a área semeada por causa da limitação, por medida de segurança, de reserva de água na Barragem do Capané. A estrutura pertence ao Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e foi avaliada como de risco, exigindo ações de segurança, que estão em andamento. Ainda assim, a estrutura permitirá apenas a irrigação de 2,5 mil hectares, dos 3,7 mil hectares semeados na temporada passada.

Com isso, Cachoeira do Sul deve semear 25.582 hectares, superfície menor em 5,1% do que os 26.970ha efetivamente plantados na última campanha. São 1.338 mil hectare a menos. A produtividade foi recorde, em 8.510 quilos por hectare, e produção total de 230 mil toneladas. Já a soja em terras de arroz, em sistema de rotação, vai aumentar em 9,3%, de 10.248 para 11.197 hectares.

Ou seja, a redução em arroz não será integralmente compensada pela oleaginosa em ambiente de terras baixas, que representará um avanço de 949 hectares. O coordenador regional do Irga, Pedro Trevisan Hamann, destaca que vários fatores ainda serão determinantes para confirmar a intenção de plantio. Entre eles o clima e o custo de produção e o acesso a crédito e a insumos. Em dezembro, os números provisórios deverão ser reavaliados.

Já na região de abrangência da Coordenadoria Regional do Irga (Central), a intenção dos arrozeiros reduziu meio ponto percentual, para 130.414 hectares da cultura, ainda influenciada pela retração de Cachoeira do Sul, que representa quase um quarto de toda a área. Em 2020/21, foram semeados 131.058 hectares com o cereal. A soja terá um avanço de 13,6% para 45.261 hectares na Depressão Central.

INTENÇÃO NO ESTADO

O Irga divulgou também a intenção de plantio do ciclo que se inicia no Rio Grande do Sul, 957,4 mil hectares, que é 1,2% maior do que a área efetivamente plantada no estado na safra 2020/21, que ficou em 945,9 mil hectares. No entanto, em 2020/21, a expectativa era de que o RS plantasse 970 mil hectares, só que as barragens estavam com grande déficit hídrico por causa da seca. Na atual temporada há também fatores que impactam a intenção. A coleta das informações foi realizada em julho, então está defasada, e foi produzida também com as barragens com déficit de 30% a 40%, mas as chuvas de agosto e setembro as recuperaram. Até a última quarta-feira, a área semeada no RS alcançava 10%.

Em contrapartida, os insumos subiram muito – alguns mais de 100%, segundo a Farsul – e o custo de produção poderá chegar a R$ 15 mil por hectare, contra os R$ 11 mil da safra 2020/21, segundo o diretor comercial do Irga, João Batista Camargo Gomes. A soja em rotação com o arroz deverá alcançar um avanço de 14,9% para 408,1 mil hectares no Rio Grande do Sul. Na temporada anterior já surpreendeu ao alcançar 355,3 mil hectares. As ótimas cotações, o clima e o avanço tecnológico são fatores que interferiram nos resultados. Foi a melhor safra de soja neste ambiente agrícola desde que os arrozeiros introduziram a cultura em rotação.

IMPORTANTE

A intenção de plantio em Cachoeira do Sul só não é menor porque os arrozeiros da região do Capané e políticos locais – e estaduais – pressionaram e o Irga correspondeu com ações emergenciais para evitar que a barragem ficasse com um nível de apenas quatro metros de água, o que não permitiria irrigar mais do que 500 hectares, ou seja, uma redução de 3,2 mil hectares, ou mais de 12% da área total. Em tempo recorde, o Irga conseguiu aprovar uma dispensa de licitação e uma obra emergencial que dá segurança ao nível de sete metros da barragem.

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1 Comentário

  • Eu acho que vai ser mais! Creio em 10% em todas as regiões! Creio que adubo e glifosato estão escasseando. A China já avisou que no ano que vem não mandará. Querem quebrar o Brasil quebrando o agro. Vingança! Ou interferência nas eleições! 50% da população brasileira odeia eles! Vender arroz a R$ 60 na colheita com um custo de R$ 85 é muita burrice! Reduzam o que puderem!

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