Certeza na renda, incógnita na colheita

 Dizer que o ano de 2020 foi atípico é chover no molhado. Importante, agora, é poder definir os parâmetros que influenciarão nos preços e na comercialização em 2021/22. O mundo já não é mais o mesmo, o patamar de preços ao longo da cadeia produtiva mudou, o Mercosul terá os menores estoques de sua história, provavelmente, e o clima será o grande fator que irá dimensionar a próxima safra. A água já foi o limitante do plantio. Para o arroz e para a soja. E pode ser o grande fator de precificação na próxima temporada comercial no Mercosul.

Uma safra ajustada, de estoques iniciais baixos e patamares de preços mais altos é tudo com que o arrozeiro do país sonhava. Em especial aqueles que liquidaram seus financiamentos por meio de CPRs ou contratos diretos e obtiveram preços bem inferiores a R$ 60,00 por saca. Vale lembrar que os preços da saca arrancaram na temporada a pouco mais de R$ 45,00, ou seja, abaixo do custo de produção, e só chegaram a mais de R$ 100,00 no fim de agosto, início de setembro, quando poucos rizicultores, os mais rentabilizados, tinham disponibilidade de produto para vender. O produtor médio vendeu seu arroz quase a preço de custo, se não a valores inferiores.

Para estes, a tábua de salvação é a próxima colheita. Colher bem e vender acima dos R$ 70,00 – e com expectativa de obter ainda melhores preços ao longo do ano, é a melhor notícia que um arrozeiro pode receber. E é a nossa torcida. Mas, até lá, segundo os climatologistas, pouca água há de rolar por debaixo da ponte.
Boa leitura!

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