Com sobra, arroz não repete demanda de 2020 e produtores já pensam em escoar para ração

 Com sobra, arroz não repete demanda de 2020 e produtores já pensam em escoar para ração

Produção gaúcha mais elevada faz sobrar arroz, sem respaldo de preço no varejo (Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker

(Por Giovanni Lorenzon/Money Times) Os arrozeiros gaúchos saíram de quarta maior safra da história, acima de 8,5 milhões de toneladas, alimentada por produtividades recordes, sem o ímpeto do consumo interno e exportador igual a 2020, quando em pleno final de safra (abril/maio) os preços já mostravam solidez mesmo com a oferta maior entrando.

A inflação do arroz não deverá se repetir em 2021 e os produtores estão enxergando a alternativa de escoar parte da produção para as indústrias de ração. Aliás, segue movimento de outros grãos, com as misturadoras testando alternativas de substituição ao milho, como o sempre escasso trigo nacional.

O analista Vlamir Brandalizze tem ouvido isso dos produtores do maior estado rizicultor brasileiro.

As indústrias de rações estão pagando até R$ 80 a saca. As indústrias de beneficiamento para alimentação humana não estão nem alcançando os R$ 77. Além de a maioria oferecer o piso nominal mais baixo, de R$ 70.

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