Leilão de arroz sem interesse

Pelas regras desta modalidade, o comprador adquire o cereal em casca e repõe a metade do volume em produto beneficiado.

Não houve interesse no leilão de compra e venda simultânea de 15 mil toneladas de arroz, realizado ontem (15), pela Conab. Segundo o gerente de comercialização da Conab/RS, Aldair Costa da Silva, a oferta será reapresentada na quarta-feira. Mas a estratégia de nada adiantará se não houver a redução do percentual de troca de 50% para, pelo menos, 40%. Pelas regras desta modalidade, o comprador adquire o cereal em casca e repõe a metade do volume em produto beneficiado. "Esse arroz em casca está armazenado há tempo e não tem garantia de qualidade", justifica o vice-presidente de Mercado da Federarroz, Marco Aurélio Tavares.

De acordo com o edital, o arroz em casca a granel ofertado é dos ciclos 2004/2005, 2006/2007 e 2008/2009. "O setor tem interesse que o processo aconteça porque este arroz está ocupando espaço nos armazéns e pressionando os estoques finais." O produto está estocado em unidades credenciados na Zona Sul, Campanha e Fronteira-Oeste.

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32 Comentários

  • Concordo com o que diz o vice de mercado da federarroz, esse arroz com certeza deve ser tipo 4, 5 e até mesmo fora de tipo, devido ao tempo que está armazenado, com isso esse leilão só terá sucesso se o produto for ofertado quase de graça.

  • Caro Marcos, porque o governo tem que passar sempre pela industria pra tentar ajudar o produtor? É óbvio que não teve interesse porque não é interessante que o CARTEL compre este arroz pois ele esta sendo doado e saíndo do país, oque diminuiria a pressão interna do mercadom tem que doar com casca
    mesmo, sem passar pelo CARTEL.

    Sobre a qualidade do arroz, este arroz esta sendo doado o padrão exigido plor este arroz benficiado é muito abaixo da qualidade que ele se encontra, aumentando mais a margem da industria, não sei com que intuito ete comentário de alguém ligado a FEDERARROZ não ajuda em nada, afinal de que lado estão nossas lideranças???

  • Diego Silva, tu tens a mínima idéia do custo de embalagem, industrialização, frete e tens idéia de quantos quilos de arroz em casca são necessários para produzir 30 kg de arroz beneficiado?
    De onde tu tirou que a exigência é mínima o tu quis dizer que se é doação poderá ser qualquer tipo de produto.
    Tu tens conhecimento que dependendo do tipo de armazenagem que foi submetido este produto, poderá contaminar e matar pessoas?
    Criticar é fácil, difícil é ter a solução. Tu tens alguma sugestão positiva para este assunto?
    Tu deve ouvir muito a palavra Cartel no meio que vives.
    Deixe este ranço de lado e veja a vida pelo prisma positivo.

  • Perfeita a interpelação Antônio!
    tá na hora de qualificarmos esse debate.
    Considero o grande entrave à não comercialização, a relação de troca de 2/1.
    Vão ter que melhorar para sair alguma coisa no próximo leilão.

  • Sr. Antônio, se o exceletíssimo tem a mínima noção sobre qualidade de arroz me diga que exgência tem para o CARTEL Industrial do arroz um arroz com estas específicações:
    14% umidade, 0,20% matérial estranho, 0,30 %grão mofado e ardido, 3,00% grão picado ou manchado, 4,00% grão gessado, 1,50% grãos rajados, 15% grãos quebrados e quirera e 10 grãos de marinheiro por 1000 grãos

    Este é o padrão que o governo exige para ser doado, se informe mais antes de sair postando bobagem na internet

    Não tenho a mínima noção quanto custa a embalagem do produto mas enxergo muito bem as unidades de beneficiamento novas que custam vários milhões sendo construídas pelo CARTEL, deve estar dando prejuízo né?!

    SUGESTÃO POSITIVA: CPI DA INDUSTRIA, vamos apurar o PEP os estoques das Industrias as TABELAS ILEGAIS diferentes da do órgão oficial, preços combinados, etc…

    A palvra CARTEL, se o Sr. tem uma boa cultura puxa ai no GOOGLE ou no dicionário AURÉLIO, não ouço muito bem a palavra mas conheço muito bem o significado: Acordo comercial entre empresas, que se organizam numa espécie de sindicato para impor preços no mercado, suprimindo ou criando óbices à livre concorrência.

    Se não for CARTEL me explica oque significa a cadeia produtiva do arroz? Preços iguais, tabelas iguais (diferentes da oficial), desvios do PEP iguais, etc…

    Por favor não julgue nós produtores como simples colonos fornecedores de matéria prima, sabemos ler, escrever temos CPF e endereço fixo, não criamos tabelas e nos escondemos depois.

  • companheiro Diego como funsionao cartel mais ou menos eu imagino,
    sobre o PEP eu sei , meu caso foi assim me alegaram que seria para tipo 2
    CR$ 23,40 , entregue arroz 2X peneirado 6 carga de truque
    1 – 63 X 6
    2 – 64 X 6
    3 – 64 X 5
    4 – 65 X 4
    5 – 65 X 4
    6 – 64 X 5
    E AINDA ME DESCONTARAN 5% DE PICADOS ,RAJADOS,E ETC. QUE INVENTAM ,NESTA PORCARIA DE ARROZ QUE ENTREGUEI TIPO 2?????
    VARIEDADE PUITA COLHIDO COM 19% DE UMIDADE SERA QUE NÃO PRESTA ESSE PRODUTO, NÃO TEM AMARELO
    UMA UNICA COISA QUE POSSO DIZER SOU MUUUITO CAPRICLHOSO NO MEU PRODUTO.
    PERGUNTO ISSO É UMA TREMENDA SAFADEZA OU NÃO

  • SEU ANTONIO FIZ UM COMENTÁRIO SOBRE O QUE ACONTECEU COMIGO SE ELE FOR DIVULGADO GOSTARIA QUE O SENHOR ME DESSE UM PARECER SOBRE O FATO, ISSO NÃO FOI SÓ COM A MINHA PESSOA, MUITOS OUTROS CASOS ACONTECERAM ( COLEGAS PRODUTORES )
    QUEM FICOU COM A DIFERENÇA DOS CR$ 2,40 PARA ATINGIR OS cr$25,80

  • uma correção sobre o padrão que sitei arroz colhido com 19% de umidade com 2 X peneirado ENTREGE COM ( 10,9% DE UMIDADE )

  • Sr. Augusto a CONAB esta fiscalizando as operações de PEP mas muitos produtores por serem financiados por as industrias ou por ainda terem arroz dentro dos armazéns do CARTEL ficam constrangidos em denunciar, sugiro ao Sr. que pegue estes relatórios e vá diretamente na CONAB, mostre os descontos e vamos ver quem tem razão, se todo produtor denunciar podemos vencer este CARTEL, esta tabela ilegal também esta tirando no mínimo 5% da renda do produtor, oque se viu de safadeza neste PEP não esta no mapa, empresas tradicinalíssimas com marcas reconhecidas trocando relatórios na marra rebaixando o produto do produtor, obrigando o produtor a vender metade de seu arroz a preço vil de mercado e a outra metade a PEP (TIPO 2 – porque não existe mais arroz tipo 1 no RS???) fazendo uma media de preço de pouco mais de R$20,00, falta pouco pro CARTEL ser desmascarado, imagina num JORNAL NACIONAL uma marca conhecida sendo denunciada por desvio de dinheiro público, aguardem vamos chegar lá.

  • É isso ai Diego Silva!Só nós produtores sabemos o que estamos passando!!

  • MIGUEL BARBOSA – Uma coisa é certa: o mercado de beneficiamento do arroz está cada vez mais concentrado, o que planifica o terreno para a formação de cartel. Nós produtores somos muitos e desunidos. Uma empresa lider de mercado me ofertou fazer venda casada com PEP em 50% e preço de mercado nos outros 50%, mas tendo que assinar que vendi todos 100% ao preço mínimo de garantia. Ralado, ralado e meio. Não aceitei assinar uma fraude e vendi tudo a preço de mercado. E estou pensando em plantar só 50% da área na próxima safra e aconselhando outros a fazerem o mesmo. É o que o mercado está me sinalizando a fazer.

  • Temos que esclarecer aos leitores e principalmente ao Sr. Antonio que ele está vendo demsiadamente filme de ficção, onde tudo acaba um mar de rosas. Ou se não for este o caso, ele está no meio do Cartel e dos ladrões e safados que se aproveitaram dos produtores por estes estarem em estado de estrema necessidade, se submentendo a preencher notas fiscais de venda em valores muito menores do que realmente receberam por seu arroz, produzido com muito suor e sacrifícios. Estes ladrões roubam o povo brasileiro, os produtores rurais e sonegam receita, apropriando-se do dinheiro do produtor e do governo, do povo brasileiro. Produtores, procurem a polícia federal e denunciem como ocorreram as maracutaias, os senhores não serão penalisados por isso, pois forem obrigados, coagidos pelo poder economico desta máfia. terão delação premiada todos que denunciarem e suas denúncias serão quardadas em sigilo. A polícia sabe como fazer. vale resaltar que este crime já está sendo investigado pela pol´cia e pela Receita Federal pelo que sei. Denuncie urgente….

  • Augusto Reis. Mas esses R$ 2,40 não ficou para o frete e a corretagem?

  • E todos que foram explorados por este crime terão o direito de indenização com juros e perdas e danos, além de uma indenização por danos morais… denuncie a plícia federal e ao ministério públuco federal… é mais eficaz que a CPI… faça urgente.. não só o que ocorreu este ano, mas nos anos anteriores. Teremos muito dinheiro para ser restituido por esta máfia safada.

  • Vamos nos unir e exigir o que está na lei , a lei da garantia do preço mínimo, leam o artigo nesta página do planeta arroz… será a úncia ação realmente que a lei nos dá razão de entrar em Juízo, e que ainda por falta de conhecimento jurídico não o fizemos… entram com um monte de ações todas sem este objetivo… precisamos unir o máximo de sindicatos associações e produtores para entrarmos com a ação… a CONAB determinou o preço mínimo, mas não cumprio, vamos fazer cumprir entrando com a Ação certa… mandem emai se tiverem dúvidas que estou a sua disposição para esclarecimentos…vamos ser mais proficionais, e competentes na busca dos nossos direitos… é o que está faltando para nossa classe. não podemos depender de presindentes de Federarroz ou outras entidades,´só nós sabemos o que estamos passando.

  • E nas próximas eleições vamos ver bem em quem votar para nos representar. Para não passarmos por este caos que estamos passando… a culpa não é só o governo e sim de nossos representantes e d nós que os escolhemos…temos que trabalhar na lavoura e eleger gente honesta que lute com bravura e lealdade por nossa classe, proficionais que façam e ganhem dinheiro por merecimento. Vamos pagar e cobrar resultados…

  • colega Diego infelismente sou finaciado pela industria não tenho acesso a banco, não defendendo a que me financiou mas não foi com ela, no momento que denuciar a dita cuuuuja serei retalhado por todas
    POR ISSO SEMPRE FUI A FAVOR O PREÇO-META ESSA SERIA A UNICA REENVIDICAÇÃO A SER FEITA AO GOVERNO FEDERAL, NÃO AS RENEGOCIAÇOES
    PREÇO-META OU SUBVENÇÃO ATINGERIA A TODOS OS COLEGAS PRODUTORES COMO EU FINACIADO PELA IND. E FINANCIADOS PELOS BANCOS , TERIAMOS CONDIÇÃODE SALDAR TODAS AS NOSSAS DIVIDAS SEM STRESS PARA NÓS E FINACIADORES, COMERCIANTES E FUNCIONARIOS COM TRANQUILIDADE DE EMPREGO GARANTIDO
    OUTRO PEDIDO AO GOVERNO FEDERAL MAIS CREDIBILIDADE JUNTO AOS BANCOS COM GARANTIA DE GRÃO PARA QUEM NÃO TEM GARANTIA REAL.

    ABRAÇO A TODOS COLEGAS PRODUTORES QUE ESTÃO NESTA LUTA

  • É bem isso que o governo quer ver!!! PRODUTOR X INDÚSTRIA!!! Produtor com as suas razões, indústria com seus motivos…Soluções nenhuma…Brigas muitas!!! Enquanto isso a parte mais fraca se lasca…E o GOVERNO? Lava as mãos…Dizem eles: temos boa vontade, temos recursos, mas faltam armazéns!!! Se virem, plantem menos, prorroguem as dívidas (só não deixem de pagar os impostos), chorem a vontade. Misericórdia Senhor, posso estar enganado, mas muito em breve o mercado vai sacudir!!! Por conta da quebradeira na Europa, o dólar vai avançar e voltar aos R$ 1,70… A área plantada vai ser reduzida em 20% e algo me diz que o mercado asiático não está muito disposto a mandar arroz para cá em quanto o preço não estiver ao redor de R$ 25,00 como estava no ano passado. Esse arroz que está vindo da Argentina e do Uruguai é arroz deles mesmos e var acabar em brave. Não vai ser o PEP, Pepro, AGF que vai salvar os produtores, mas a própria ganância dos especuladores que controlam tudo isso que eles chamam de globalização. Pura gatunagem disfarçada. Os danados são sempre os mesmos. Deixo uma questão apenas: SE NO ANO QUE VEM SOBRAR ARROZ DE NOVO E SOBRARÁ, COM OS ARMAZÉNS ABARROTADOS DE ARROZ DE AGF, PEPRO E PEP E O MERCOSUL, O GOVERNO VENDERÁ SEUS ESTOQUES, DOARÁ OU NÃO TEREMOS DEPÓSITOS LIVRES PARA ARMAZENAR UM GRÃO SEQUER DE ARROZ PÚBLICO PORQUE DAI NEM ELE MESMO PODERÁ INTERVIR NO MERCADO? Muitos vão pensar: iiihhh até o ano que vem nem vou estar plantando mais, até lá já quebrei, mas antes de plantar temos que pensar se realmente vai valer a pena!!! A INDÚSTRIA que aproveite bem os tempos de vacas gordas porque nenhuma mentira dura eternamente. A ganância destruiu impérios e consumiu com reinados. Os Feudos acabaram pelo excesso de exploração dos mais fracos. A economia é cíclica, assim como o poder, todo o CARTEL, termo usado pelo colega Diego Silva acima, caso realmente exista, deve ser investigado pelo Ministério Público. Este órgão tem legitimidade ativa para investigar a formação de CARTÉIS desde que hajam indícios concretos de combinação de preços pelas indústrias. Temos que ter o cuidado de não generalizar as coisas e fazer acusações levianas. Temos o legítimo interesse de exercer pressão para que os fatos sejam investigados e defender nosso interesses. A situação é crítica, mas ainda vivemos em um Estado de Direito, e as instituições precisam ser respeitadas sob pena de perdermos a razão em nosso justo e correto pleito!!!

  • Quando alguém aventura-se em um novo empreendimento, ele está ciente que este empreendimento possui riscos inerentes à sua atividade. Quem abre uma loja de venda de eletrodomésticos sabe o risco que corre, mas ninguém fica protestando por aí. O setor rural briga por preços justos, mas quantos e quantos produtores fecharam com seu custo em torno de R$ 18,50? Conheço vários. Por quê? Chamam-se empresários rurais, sabem trabalhar com redução de custos, pagam menos juros, menos manutenção, aproveitam-se de benefícios fiscais aqui e ali. Agora aquele que está devendo dinheiro à indústria, ao banco, às empresas de insumos, pagando juro neste meio tempo, pagando arrendamento, corte, secagem, transporte, este será ejetado do sistema e absorvido pelos maiores que trabalham com menores custos. Só nesta cadeia o produtor rural sustentou quantos fornecedores? Porém, quantos produtores rurais pagam 1 centavo por uma assessoria para reduzir custos, para diminuir os gastos com algumas etapas do processo? Ao invés de reclamar, comprem alguns caminhões em forma de cooperativa e terão redução de custos de transportes, financie o seu secador via BNDES e não pague secagem. Façam contas, se o arroz estiver acima de R$ 23 o Brasil será importador de arroz, nenhuma indústria é entidade filantrópica para pagar R$ 25,80 enquanto que é possível importar arroz mais barato. É crime querer ter lucro?

  • Caro amigo Juliano Silva não sei qual é a mágica que esses produtores ou melhor empresários rurais estão fazendo, porém penso que se o custo deles é R$ 18,50, a margem de lucro é baixíssima com o preço a R$ 19,00 atualmente. Não devem estar orgulhosos, mas sim preocupados. Ou são eles donos de engenhos que ganham com as importações, 2×1 ou no arroz beneficiado, farelos, quirera e outros mais. Não é crime lucrar, longe disso, mas é crime lucrar de forma ilícita. Se há indícios de formação de Cartel os fatos devem ser investigados pelo MP. Como bem disseste toda atividade tem um risco. Dai vem a questão do porque as concessões de rodovias e pedágios tem risco zero, a produção de etanol é subsidiada, as concessões de transportes urbanos tem tarifas fixas, o preço da gasolina é aumentado conforme os interesses do governo, enfim, o governo intervém diretamente com a máquina em vários setores da economia, enquanto que na agricultura que é deveria ser tratada como setor estratégico está abandonada. O arroz é uma cultura que exige muita tecnologia, despende gastos enormes, e além do risco climático que é muito alto, aliás muitos maior que as demais culturas, ainda sofre com os preços baixos. TEMOS QUE TER ALGUMA FORMA DE PROTEÇÃO PARA REDUZIR OS RISCOS!!! Amigo Juliano é só os especuladores do mercado internacional ficarem sabendo que aqui tem pouco arroz e o preço vai as alturas. Os produtores querem proteção contra essas oscilações violentas de mercado. Concordo que eles tem que organizar suas contabilidades, reduzir custos desnecessários, mas a coisa está no limite. Não há como se fazer uma lavoura sem empregados, diesel, energia elétrica, adubos, inseticidas, herbicidas, manutenção da máquinas e outros equipamentos, etc…E tudo isso está muito caro aqui no Brasil! A Indústria tem que cuidar para não matar sua galinha dos ovos de ouro que é o produtor nacional. Ela tem que deixar de ser muito gananciosa e enxergar que ainda precisa do nosso arroz, nem que seja só para especular ou barganhar!!!

  • Eu fico doente de ver uma discussão sem sentido. Olha, para ter um custo de 18,50 o produtor não esta repassando o seu prolabore, custo de ida e vinda à lavoura, depreciação do maquinário, e juros financeiros. Estão erroneamente avaliando desembolso. E ainda, tem que colher 140 sacos secos por hectare. Meu deus, falta política agrícola. Falta armazenagem para valer os mecanismos. Falta políticos da região engajados, porra, não estão enchergando? Prefeitos terão problema social= desemprego

  • Juliano Silva, o Sr. caracteriza a lavoura de arroz com mais de 100 anos história como uma AVENTURA DE UM NOVO EMPREENDIMENTO? Parece que todo mundo ta plantando arroz porque quer não tem que cumprir contratos de arrendamento, financiamentos de 5 anos de maquinário, etc…
    Os vários empresários rurais que o Sr. conhecem que produzem arroz a R$18,50 também estão tendo prejuízos porque o arroz descontado os descontos ilegais do CARTEL fica bem abaixo de R$18,00
    Tenta financiar um silo num banco sem ter 150% do valor para dar em garantia real, na frente do PC é tudo muito fácil, parece que somos todos incompetentes porque não conseguimos produzir arroz abaixo de R$18,00.
    O mercado sempre vai ser importador pois com as mais altas taxas de juros do mundo e o setor agrícola mais tributado do Mundo não temos como concorrer com os produtores do resto do Mundo, porque não compramos insumos e maquinarios pelo mesmo preço do resto do MERCOSUL
    Sobre consultoria, o I.R.G.A, entidade estatal, tem um setor específico que cuida de custos de produção e baseado na média de produtividade do Estado o custo real é em torno de R$29,00 não existe milagre meu caro mão de Juliano, mão de obra, energia elétrica, combustíveis sobem todo ano, na sua concepção de negócio só vai plantar arroz quem tiver altamente capitalizado que não precise pegar dinheiro de banco e ainda tenha uma unidade de armazenagem que receba toda sua produção, já te digo agora quem tem esta condição se fizer contas e for um empresário rural, como o Sr falou, vai fazer qualquer coisa menos plantar arroz.
    Precisamos de um preço mínimo garantido pelo governo que nos torne viável permanecer na atividade e órgãos punitivos que fiscalizem o CARTEL, pois em torno de 5% da produção de arroz do RS esta sendo descontada de forma ilegal de nós produtores.
    CPI DA INDUSTRIA JÁ!!! ABAIXO O CARTEL!!!

  • Meus amigos sem esperança, vou contar uma historinha:
    No inicio dos anos 80 eu dependia 100% dos bancos, cada centavo necessários, provinham dos bancos. Pensei como sair desta situação e acabei traçando uma meta: No ano seguinte teria que depender somente 90% dos bancos e os outros dez por cento teria que poupar para financiar minha próxima safra. Assim fiz pelos próximos 10 anos e no inicio dos anos 90 me tornei independente e capitalizado comecei a ganhar dinheiro.
    Parei de pagar juros, taxas, seguros e deixei de abaixar a cabeça e obedecer o sistema obrigando-me a fazer tudo o que os bancos impunham.
    Parece que pelo que descrevo acima, culpo os bancos! Não, culpo a mim que pela minha incapacidade tinha que bater na porta do banco e pedir empréstimos e assumindo as regras de mercado. Não foi o banco que me procurou e me obrigou a pedir empréstimos e sim eu ajoelhado que pedia o que pudessem oferecer-me.
    Não somos obrigados a buscar sustentação bancarias, financiamentos ou complemente de financiamento a indústrias ou distribuidores de insumos para lavoura. Nós é que escolhemos este caminho, e somente nós podemos sair deste caminho, por nossas próprias forças.
    Não é o governo, nem indústria, empresas de insumos o culpado pela derrota. Somos nós que temos que trilhar e escolher as alternativas para o sucesso. Capitalizados somos donos de nossos nariz, vendemos quando e para quem escolhermos, não precisamos ser reféns de ninguém, e não teremos a quem culpar pelos nossos fracassos. (nós brasileiros, sempre procuramos culpar alguém pelos nossos erros e nossos fracassos).
    Se estamos mal e vemos alguém obtendo sucesso, acreditamos piamente que a pessoa que está tendo sucesso está obtendo este sucesso ilicitamente, e muitas vezes estamos errados, porque aquela pessoa está tendo sucesso por sua competência e por seus méritos e isso é bem difícil aceitar pela maioria dos mortais.
    Devemos poupar em anos generosos para termos “gordura” para queimar nos anos difíceis. Poupando e capitalizando nossos recursos, não abusando pelo excesso de crédito que por vezes nos é ofertado, não imobilizando nosso capital querendo eliminar partes da cadeia produtiva (onde por vezes não temos conhecimento algum) fazendo apenas nossa parte, seremos certamente mais competentes e mais produtivos. Nos anos 70 e 80 assisti vários grandes produtores de arroz da fronteira oeste (aqueles que produzem mais de quinhentos mil sacas) montarem suas próprias indústrias, tentando eliminar os “atravessadores” , TODOS, sem nenhuma excessão fecharam pouco tempo depois.
    Vejo quase sempre em anos de preços generosos, amigos “queimando” recursos em camionetas luxuosas e gastos completamente fora de ordem. Amigos morando em casas simples, mas dirigindo camionetes importadas. Não digo que não merecem comprar carros caros se recursos tem, mas é fora de padrão, dever ao banco, ao comércio o quem quer que seja e desfilar em carros de luxo.
    Conheço pessoas que não deixariam nunca um funcionário seu andar na sua camionete de cem mil reais mas não tem nada contra o mesmo funcionário ir a “venda” do seu João beber cachaça montado em um trator de duzentos mil reais.
    Somos donos de nossos narizes e podemos todos tomar atitude de ser produtivo e viabilizar nossa atividade, mesmo que para isso, mudemos a rota e procuremos alternativa de mercado, produto e competividade.
    Vamos deixar de culpar os outros e olhar para nosso próprio umbigo.

  • Não podemos tomar a exceção como regra e nem a regra como exceção. O amigo Antônio prega a lei da competitividade, da poupança, da organização, do planejamento. O Sr. estaria certo se o preço do arroz pelo menos cobrisse o preço de custo e desse uma margem de rentabilidade de 20% no mínimo. Estaria certo se a maioria dos produtores conseguisse vender o arroz em outubro e acumular alguma gordura. Estaria certo se os custos de produção não subissem todos os anos a passos galopantes. Estaria certo se todos os arrozeiros tivessem depósito e secador. MAS A COISA NÃO É BEM ASSIM!!! Não podemos ser individualistas se quisermos ter uma visão de classe. E o seu comentário é bem individualista, embora eu concorde em muitas coisas com ele!!! Como o produtor movimenta muitos recursos financeiros, sua capacidade de gerir os recursos, se não ocorrer de forma planejada e organizada, com um processo de gestão e assessoria, seu fluxo de caixa acaba comprometido. Quando é hora de poupar temos que fechar o cofre. Arriscar em investimentos me parece uma coisa traiçoeira que geralmente descapitaliza, principalmente os Finames que passam uma falsa ilusão de juros baratos, mas que quando colocamos tudo no papel acabam custando os olhos da cara!!! Quanto as camionetas luxuosas eu entendo que esse discurso vale apenas para alguns poucos e vaidosos. A maioria tem camionetas para transportar insumos, andar nas estradas do interior que são precárias. Imagina andar lá no interior de Maçambará de Celtinha. O coitadinho não dura uma semana!!! Temos que ter um pouco mais de bom senso quanto a isso. A assistência para a lavoura dá muita correria nas estradas de chão. Se não for de camioneta não tem como andar nessas estradas. E nenhuma camioneta de boa qualidade hoje custa menos de R$ 80.000,00. Outra pergunta que se deixo: Se um produtor que movimenta R$ 10 milhões por ano não tem o direito de ter um carro com um pouco mais de conforto e segurança quem teria esse direito? Olho gordo e inveja matam!!!

  • Sr. Flavio Evandro Schmidt, suas colocações são perfeitas, e concordo em gênero, numero e grau, com todos os seus argumentos. Simplesmente irretocável.
    Sei que fiz colocações na primeira pessoa, falando da minha experiência e de como consegui me fazer independente financeiramente.
    A comparação da camioneta de luxo com a casa simples que tem. Eu primeiro faria uma boa casa para abrigar minha família e depois compraria a camioneta de luxo. Antes disso, podemos andar numa camioneta diesel usada em bom estado que custa bem menos do que os cem mil.
    Não tenho intenção de imaginar que pessoas, sejam elas produtores rurais, funcionário público, administradores, executivos, não tenham o direito de ter um carro de luxo. As vezes passo em frente a prédios de apartamentos simples e vejo estacionado em frente carros que não são compatíveis com a renda de quem ali mora. Esta vaidade colocada a frente da primeira necessidade do conforto de viver com sua família em boa morada e depois sim ter o seu merecido carro, que me fez fazer esta colocação.
    Não reclamei e nem ouvi nenhuma reclamação, quando anos atrás vendi meu arroz por R$ 41,00. Não reclamei quando depois vendi meu arroz por R$ 26,00, quando todo mundo dizia que o custo era de R$ 29/30 reais. E ganhei um bom dinheiro vendendo a R$ 26,00 e sei de produtores que tiveram o mesmo resultado que eu.
    Não é do dia para noite que nos capitalizamos. Não digo que ao acordamos pela manhã diremos para nós mesmos: a partir de hoje não pago mais juros, não vou mais depender de bancos. Este passo tem que ser dado, e trilhado do tamanho da perna de cada um e do tempo que for necessário: um, dois, dez ou 20 anos, mas tem que ser iniciado o caminho para independência. Se agora é tarde, não posso afirmar, mas vejo poucos tendo esta iniciativa e vejo muitos reclamando, reclamando e reclamando.
    Não temos uma política agrícola, não temos um seguro que nos pague os prejuízos por quebra de safra, não temos garantia de preço mínimo. Nos falta o apoio governamental, mas quem tem apoio do governo senão os políticos e seus protegidos?
    Tenho parte de terras próprias, mas planto a maioria da minha lavoura em terras arrendadas. Confesso que a gordura que tinha, hoje é bem menor. Tenho crédito como pessoa e como produtor em qualquer instituição financeira ou comercial. Uso quando é conveniente pagar a prazo do que comprar à vista.
    Tenho silos para trinta por cento da minha produção, e coloco o restante em empresas particulares e mesmo assim faço bons negócios. Estou nesta situação pois poupei quando ganhei bastante lucro, tinha dinheiro vivo para comprar uma camioneta de luxo, mas andava em uma mais simples. Hoje ando em uma importada, porque recurso de sobra tenho.
    Não tenho inveja de ninguém, me considero um homem de sucesso. Todos querem saber o meu segredo, de como ganho dinheiro na mesma cultura, enquanto outros estão falidos, e como escrevi acima, o segredo é bem simples e é válido para todas as pessoas que sabem administrar sua lavoura.
    Imobilizando certo, na hora certa e não nos deixamos seduzir pelo consumo sem necessidade quando temos uma boa poupança é uma forma de crescer.
    Nossos custos são altíssimos, impostos absurdos, competitividade com produtores do Mercosul desleal.Nossas máquinas produzidas em Horizontina são vendidas por R$ 100.000,00 a menos, na Argentina. Assim como importam arroz do Mercosul, deveríamos todos ter a oportunidade de importar sem custos, insumos e tudo o que for mais barato.
    Esperar que o governo impeça a entrada do arroz do Mercosul é ilusão. A indústria metal mecânica do estado de São Paulo, precisa deste mercado, e o acordo dos países que compõe o Mercusul é irrevogável.
    Acredito que o mercado irá ajustar-se e que os bons produtores passarão por mais este obstáculo, mas temos todos que fazer a nossa parte, e ter a consciência que fazemos parte de uma grande engrenagem.
    E finalmente acredito que um produtor que movimenta dez milhões por ano tem sim o direito de ter um carro com segurança e conforto, e outras coisitas mais, assim como o que movimenta cinco milhões e até os que movimentam dois milhões ao ano. Depende apenas da competência de cada um!!!!

  • Concordo com o SR Antonio Dittberner em genero numero e grau.Este é o pior ano em termo de preços ,mas quando estamos em tempos de vaca gorda temos que nos capitalizar porque a crise sempre existiu e sempre vai existir!E nunca confiem na palavra de um governo,principalmente naqueles que tem idéias comunistas!!!

  • JULIANO SILVA TENHO UMA LAVOURA DE 2 CORTES DE 560 HECTARES ,SECADOR ,SILOS, GALPÃO DE MAQUINQRIO CASAS TODO O SISTEMA EMPLENO FUCIONAMENTO PAGO 23 SACOS POR HECTARE SENDO Q DOS 1120 HECT 518 TENHO A POSSE DURANTE O ANO INTEIROSEM AGREGAR VALOR,GOSTARIA QUE VC VENDESE MINHA LAVOURA PARA ESSES MAGICOS , PORQUE NÃO ESTOU CONSEGUINDO SUSTENTAR O SISTEMA NESSES PATAMARES DE PREÇO .
    NÃO TENHO CAMIONETE DE LUXO COMO UM COLEGA SITOU, COMO FOSE O PROBLEMA DA LAVOURA GOSTARIA DE TER A CORAGEM DE COMPRAR UMA TOYOTA MAS PARA MIM EM PRIMEIRO LUGAR 1 TRATOR DE LUXO (JOHNN DEERE GABINADO) PARA OS MEUS FUNCIONARIOS, SÃO PESSOAS IMPORTATE PARA NÓS

  • Caro amigo antigo produtor Antônio, falar em capitalização plantando arroz na ainda na época da Ditadura é muito fácil, insumos baratíssimos, não tinham estas leis trabalhistas de hoje, etc… só para o Sr ter uma idéia o preço do arroz daquela época corresponderia a mais de 100 reais hoje, com certeza em no máximo 5 anos estaríamos capitalizados, com silos próprios, etc… ate mesmo quem plante 20 há como em SC, porque estes também plantam arroz o Sr Sabia ou simplesmente quer que 20000 produtores de sc saiam do sistema?

  • concordo com os colgas produtores e acho que temos que denunciar em rede nacional todos que fazem parte deste cartel a industria, mas tambem os politicos que deixam margem para tal pratica contra o produtor

  • Muito bom todos os comentários, mas por favor e o preço para o consumidor, quanto vai ser? Um abraço! desculpam-me! Prof. Adão Ayres

  • caro prof adão
    lhe garanto que vai ser mais barato o Kg do arroz do que 1lt de pinga ou do que uma carteira de cigarros que nao servem para alimentar a população

  • Parabéns pelos diversos comentários, brilhante todos, pois cada produtor tem uma realidade e com CERTEZA ela deve ser respeitada e compartilhada com os demais colegas . PARA CRESCIMENTO DE NOSSA CLASSE !!

    Eu particularmente ando em uma camioneta de MENOS 20 mil reais porém tenho 3 tracionados 6 cilindros todos em ponto de guerra…para luta……um com 200 horas cabinado,AR….200 CV etc…..e outros 2 usados pneus novos e todos reformados…….eu posso parar na estrada mas dificilmente paro com minha camionete …………..MAS MEUS TRATORES E IMPLEMENTOS EM PRIMEIRO LUGAR SEMPRE !

    DEIXO COMO SUGESTÃO PARA SOLUÇÃO EM
    CURTO PRAZO
    * AÇÃO JUDICIAL ÚNICA DE TODOS SINDICATOS EXIGINDO PARADA DE ENTRADA DO MERCOSUL E VERIFICANDO MARGENS DE LUCROS DE INDUSTRIAS, VAREJOS, E PRODUTORES…….PEP…………ETC…ETC..

    Não acredito em CPI´s pois geralmente as comissões são as mesmas que fazem o desiquilibrio de tudo .( lobo cuidando lobo).

    LONGO PRAZO
    *Temos que tirar o produto das mãos da indústria pois todo produtor que tiver condições TEM QUE URGENTEMENTE CONTRUIR MAIS ARMAZENAGEM pois conheço muitos produtores que tem condições de fazer seus silos e não o fazem por comodismo.
    Também aquele produtor que tem condições de não PLANTAR NÃO O FAÇA este próximo ano.
    Eu particularmente não posso parar e nem diminuir area como muitos sugestionam.
    Porém se não quebrar vou tentar me programar para trabalhar menos com o banco e em momentos de crises até não plantar
    Infelizmente minha região não se adequa a soja ou outra cultura .

    Acredito que cada produtor tenha uma situação diferente e opiniões diferentes que devam ser COMPARTILHADAS E RESPEITADAS NÃO SÓ AQUI MAIS EM FUTUROS CONGRESSOS DE NOSSA CLASSE…………POIS PRECISAMOS EVOLUIR !
    ABRAÇO A TODOS !
    O que não nos mata nos fortalece !

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