Projeto do Irga sobre a antecipação da irrigação no arroz consolida resultados

 Projeto do Irga sobre a antecipação da irrigação no arroz consolida resultados

Vista aérea do projeto de antecipação da irrigação conduzido por duas safras na Estação Regional de Pesquisa do IRGA, em Cachoeira do Sul.

 Com a proposta de iniciar a irrigação da lavoura arrozeira antecipadamente visando o controle de plantas daninhas, o projeto do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), iniciado em 2017 consolidou os resultados em nível experimental e agora roda nas lavouras em nível comercial.

A dificuldade de controle de plantas invasoras tem feito com que, pesquisadores e produtores busquem alternativas eficientes ao controle químico. Com isso, um projeto experimental do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) estudou durante duas safras o comportamento das plantas com a antecipação da irrigação e a influência sobre o controle de plantas daninhas. Com resultados bastante satisfatórios, o projeto foi instalado em diferentes lavouras do Estado do Rio Grande do Sul e com diferentes realidades.

Através dos estudos conduzidos pela pesquisadora Mara Grohs, na Estação Regional de Pesquisa de Cachoeira do Sul (Figura 1), ficou comprovado que a antecipação da irrigação não traz prejuízos ao estabelecimento e consequente produtividade.

Em dois anos de estudo e três locais diferentes que, determinou-se que ao antecipar a irrigação para os estádios de 1 ou duas folhas, há um acréscimo de mais de 100 kg/ha/dia quando compara-se com uma lavoura de três folhas (que atualmente é o estádio recomendado para iniciar a irrigação).

Isso porque, quando o produtor utiliza semente de qualidade associado a uma semeadura uniforme, em V1 a lavoura encontra-se com o número de plantas por m2 ideal para altas produtividades, não sendo necessário esperar até o estádio de 3 folhas, como demonstrado na Figura 2.

Média do estande de plantas m2, em dois anos de estudo, em diferentes momento da entrada de água na lavoura de arroz.

A diferença de uma folha para três folhas na planta ocorre em torno de dez dias, o que traz um benefício produtivo de 1 t/ha ao orizicultor ao adotar essa prática. Aliado a isso, o controle químico de plantas daninhas é favorecido visto que a associação de herbicidas pré-emergentes com uma irrigação precoce, controle em média, 85% das plantas daninhas da área, como mostra os dados da Figura 3.

Figura 03. Controle de plantas daninhas apenas com pré-emergentes e irrigação em diferentes estádios de entrada de água.

Além dos benefícios em relação a produtividade, ficou comprovado no estudo que o arroz acaba antecipando o ciclo, proporcionalmente a antecipação da irrigação, o que é bastante interessante do ponto de vista comercial do produto (Figura 4).

Figura 04. Diferença no ciclo da planta do arroz em função do momento da irrigação.


Com resultados consolidados o projeto foi para as áreas comerciais, através da equipe de extensão do IRGA. Estão sendo monitoradas lavouras com irrigação precoce em Dom Pedrito, São Gabriel, Cachoeira do Sul, Candelária, São Pedro do Sul, Itaqui além de um experimento na Estação Regional de Santa Vitória do Palmar e na área da abertura da colheita 2021, na Embrapa.

 

Lavoura de taipas com antecipação da irrigação, no município de Itaqui. / Foto: Eleonara Witte.

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