Rio Grande do Sul confirma recorde de produtividade

 Rio Grande do Sul confirma recorde de produtividade

Colheita gaúcha: melhor impossível (Robispierre Giuliani)

Produção gaúcha 2020/21 deve alcançar 8,35 milhões de toneladas e média de mais de 8,8 mil quilos por hectare

(Planeta Arroz) O Rio Grande do Sul alcançou até esta quarta-feira, dia 28 de abril, a colheita de 94,9% da área plantada com arroz, somando 897,3 mil hectares de uma superfície total de 945.940 hectares cultivados na safra 2020/21. Os 5,1% faltantes representam cerca de 48 mil hectares. Os números apurados pelos Núcleos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nates) do Instituto Rio Grandense do Arroz e tabulados pela Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) da autarquia, divulgados nesta quinta-feira (29/04) confirmam a expectativa das últimas semanas de um recorde em produtividade arrozeira.

A colheita na atual temporada, segundo os números provisórios, deve alcançar 8,35 milhões de toneladas, 7% acima dos 7,84 milhões de toneladas de arroz obtidos pelos agricultores gaúchos em 2019/20. Isso porque além de 1,1% do aumento de área, ou 10.678 hectares a mais, o Rio Grande do Sul alcançará marca inédita em produtividade em mais de 8,85 mil quilos por hectare, disputando a liderança do rendimento por área no continente americano com o Uruguai (que planta 150 mil hectares) cuja média está em torno de 8,9 mil quilos/ha. A produtividade em 2019/20 ficou em 8.400 quilos por hectare.

No andamento da colheita, até agora, foram registrados 8.870 quilos por hectare no Estado. A Fronteira Oeste segue como destaque neste item: 9.533 kg/ha.

Segundo dados do Irga, todas as seis regionais arrozeiras já ultrapassaram os 90% da superfície colhida. A mais adiantada é a Planície Costeira Externa, com 97,5%, o equivalente a 104.621 hectares de um total semeado de 107.300 hectares. A Fronteira Oeste já está com 97,14% realizados, ou 270.391 hectares de um total de 278.349 hectares.

PRESSÃO

Frente às circunstâncias de mercado, com produtores tentando manter o patamar de rentabilidade alcançado pelo arroz e evitando uma superoferta e, de outro lado, indústria e varejo segurando as compras contando com uma baixa nos preços, o Irga tem sido pressionado sobre os dados finais. Historicamente, o instituto tem alcançado os números que melhor retratam a realidade e as respostas do mercado, seja pelo compromisso com o setor seja pela capilaridade de sua equipe de campo. O próprio mercado trata de mostrar quaisquer desvio.

Ainda assim, por cautela e em busca de minimizar qualquer chance de erro, também porque houve uma pequena diferença na indicação da área inicialmente semeada, a divulgação dos dados da colheita será interrompida até o final de maio. A medida evita maiores especulações e dá tempo para que as equipes dos núcleos e regionais apurem detalhadamente as informações para, então, serem divulgados os números definitivos da safra 2020/21.

As informações sobre soja em áreas de rotação com arroz serão divulgadas, também, somente no relatório final.

No entanto, a menos que os números até agora tenham algum erro, o recorde produtivo por área é irreversível.

Evolução da colheita do arroz no Rio Grande do Sul (Raquel Flores/Irga)

 

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