Arrozeiros do MT comemoram redução da pauta do arroz

Produtores de arroz do Mato Grosso voltam a sorrir. Depois de dois anos de reivindicações, busca de alianças e pedidos fervorosos ao Governo do Estado, finalmente os rizicultores conseguiram a redução da pauta do arroz, a segunda nos últimos dois anos, uma
conquista que promete gerar muitos resultados para a cultura.

O Governo do Estado do Mato Grosso reduziu a pauta de comercialização do arroz, de R$ 43,20 para R$ 34,80. Valor mais próximo da média de preços praticados atualmente por 60 quilos do arroz primavera, que fica entre R$ 31,00 em Sinop e R$ 35,00 em Primavera do Leste. A redução entrará em vigor a partir do dia 23 de agosto.

A pauta é uma unidade pré-estabelecida pelo Estado que dita o valor base para negociação e cobrança/arrecadação do ICMS. A super-tabelação desse valor inviabiliza a negociação com outros estados, uma vez que o produto torna-se mais caro, reduzindo a competitividade do arroz mato-grossense, não pela qualidade, mais sim pela teia de impostos agregados e também pelo preço.

Segundo o presidente da APA/MT, Ângelo Maronezzi, a reivindicação para a redução da pauta é antiga. Cerca de 2 anos atrás, lembra Maronezzi, a pauta do arroz estava taxada em R$ 50,00 , preço considerado deslocado de acordo com os valores que estavam sendo praticados no mercado.

“O fato de elevar o valor da pauta é uma manobra que o Estado faz para fortalecer a indústria local. Com isso, garante-se o fornecimento de matéria-prima, que é o que o Governo geralmente oferece a uma empresa para que se instale no estado. O que por um lado parece ser incentivo para a indústria, acaba prejudicando o produtor, que fica forçado a vender o arroz por um preço menor”, revela Maronezzi.

Além de consolidar apenas uma das pontas da cadeia produtiva, a pauta elevada praticamente anulava o livre comércio, vetando o produtor que busca melhores compradores e novos parceiros comerciais de outros estados. Para se ter idéia da diferença de preço, o preço atual de pauta é de R$ 43,20 cobrado sobre a saca de 60kg. O preço praticado no mercado não passa de R$ 31,00. Uma diferença de valores de mais de R$ 13,00 por saca. Esta defasagem, na opinião de Maronezzi, desestimula o produtor e não dá o real valor ao produto local, que vem atingindo novos padrões de qualidade.

O arroz que vem sendo colhido no Mato Grosso é considerado de altíssima qualidade. “Apoiamos o incentivo a indústria, mas acreditamos que não pode-se favorecer apenas um lado da cadeia produtiva. Esse paternalismo com a indústria agrediu o produtor, que agora, com a redução da pauta, volta a comemorar, vendo-se incentivado a plantar”, argumenta.

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