Farsul e Federarroz vão negociar com os ministérios

Excedentes do Mercosul, PIS/Cofins e mecanismos de comercialização estão na pauta dos arrozeiros.

O setor de produção de arroz do Rio Grande do Sul reforçará sua investida junto ao Governo Federal a partir desta quarta-feira 18, em Brasília, em busca de solução para impasses que poderão causar sérios prejuízos ao setor nos próximos meses.

O presidente da Farsul, Carlos Sperotto, que está em Brasília desde o início da semana, receberá o reforço do presidente da Federarroz, Valter José Pötter, e de outras lideranças setoriais para buscar soluções para os impasses de comercialização da safra 2003/2004 e adiantar as tratativas em busca de mecanismos que evitem prejuízos para o setor na safra 2004/2005.

O presidente da Farsul, Carlos Sperotto, já trata da organização das demandas junto à Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

A crise gerada pelo ingresso de excedentes de arroz do Mercosul em grandes volumes e a preços abaixo do custo de produção brasileiro, a liberalidade das novas regras de PIS/Cofins para o ingresso de produto beneficiado do Mercosul, a necessidade de estabelecer mecanismos claros e operacionais para a comercialização da nova safra e de dar condições de competitividade à cadeia produtiva arrozeira, estarão na pauta destes líderes.

O deputado federal Luis Carlos Heinze agendou reuniões das lideranças arrozeiras com o ministro Celso Amorim (das Relações Exteriores) e com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e com diretores do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

As propostas dos arrozeiros gaúchos são: alíquota zero de PIS/Cofins exclusivamente para o arroz beneficiado nacional (incidência integral de PIS/Cofins sobre o produto beneficiado ou esbramado do Mercosul, no percentual incidente de 9,25%); normatização e liberação dos contratos de opção privados para o arroz (com Prêmio de Escoamento de Produção para exportações); estudo para o regramento das importações do Mercosul (nos moldes do que a Argentina fez com os eletrodomésticos brasileiros), mecanismos de comercialização para a safra 2004/2005 e incentivos à exportação.

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