Semana fraca e preços em queda no RS
Os preços do arroz em casca e também do produto beneficiado voltaram a apresentar queda esta semana no Rio Grande do Sul, conforme já era previsto. A última semana do mês sempre é a mais fraca para comercialização. No Mato Grosso, onde os volumes de arroz já são menores, os preços estabilizaram. O arroz beneficiado segue em queda e poucos negócios foram concretizados.
Os preços do arroz em casca voltaram a cair nesta semana no Rio Grande do Sul. O saco de 50 quilos de arroz em casca, com 58% de inteiros, paga entre R$ 27,50 e R$ 28,50 na maioria das regiões. Algumas empresas ainda informam cotações acima destes preços, mas apenas para compras a prazos superiores a 30 dias. Em média, houve uma queda de R$ 0,50 por saco esta semana.
No Mato Grosso, as cotações do Primavera seguem em R$ 30,00 em Sinop, Cuiabá e Sorriso. O arroz Cirad 141 está pagando R$ 26,00 em média nestas regiões. Em algumas regiões são apresentadas cotações de até R$ 29,00 para o Cirad com 52% de inteiros, qualidade muito superior a média do produto.
No caso do arroz beneficiado, o mercado segue em ligeira queda para o arroz gaúcho. O fardo de 30 quilos do produto Tipo 1 tem entrado em São Paulo por até R$ 36,00 (FOB) para concorrer com o Cirad do Mato Grosso e o importado do Mercosul. Para a saca de 60 quilos do produto beneficiado, o Cirad segue cotado a R$ 63,00, mesmo valor de produto de melhor qualidade da Argentina e do Uruguai que têm sido importado diretamente pelas grandes redes de supermercados e algumas indústrias.
O saco de 60 quilos de arroz beneficiado Primavera e do Sul do Brasil está cotado entre R$ 72,00 e R$ 74,00, mas com viés de baixa. Há notícias, em São Paulo, também do ingresso de arroz da Tailândia, possivelmente numa desova de produto que sobrou do excesso de importações do ano passado.
GOVERNO
A expectativa do setor está concentrada no anúncio de medidas de proteção do Governo Federal, liberação de mecanismos de comercialização e/ou formação de estoques com a compra de até 500 mil toneladas de arroz em casca. Se o Governo Federal voltar a formar estoques ou realizar compras de arroz para os programas sociais, como o Fome Zero, há esperanças de recuperação nos preços nos meses finais da entressafra.
Ações judiciais dos arrozeiros para segurar o ingresso do arroz do Mercosul e outras medidas políticas e setoriais que estão sendo tomadas também podem influenciar o mercado. O problema é que a mobilização dos arrozeiros nesta época fica prejudicada pelo envolvimento com o plantio.


