Produtores da Metade Sul lançam manifesto em Pelotas
Manifesto de produtores pede tributação mais justa e adequada, bem como a proteção comercial e estímulo ao desenvolvimento das cadeias da carne e do arroz.
Cerca de 160 empresários rurais de 24 municípios da Metade Sul do estado estiveram presentes ao ato de lançamento do Manifesto de Pelotas, documento que reúne 14 propostas para o conjunto do agronegócio da região, com ênfase para a pecuária e o setor orizícola. As reivindicações foram apresentadas no final da semana que passou no parque de exposições Ildefonso Simões Lopes. O evento integrou a programação da 78ª Expofeira.
O conjunto de medidas foi gestado a partir do painel “Realidade do agronegócio na Metade Sul: mitos e falácias”, organizado pelo coordenador do Grupo de Trabalho Autônomo de Produtores Rurais – Pelotas, Ricardo Vinhas. “São medidas de proteção comercial e estímulo ao desenvolvimento das cadeias produtivas do arroz e da carne”, resume Vinhas.
Presente ao encontro na condição de palestrante, o presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembléia Legislativa, deputado Jerônimo Goergen (PP), destacou que a Metade Sul produz carne nobre de padrão internacional e abastece meio Brasil com arroz de primeiríssima qualidade. “No entanto, o clima de euforia do agronegócio nacional contrasta com a estagnação econômica local, motivada pela instabilidade de preços, descapitalização e endividamento da classe”, avalia.
Para o deputado, a entrada indiscriminada de arroz produzido no Uruguai, o fechamento das fronteiras uruguaia e catarinense para o gado em pé gaúcho, a elevada carga tributária e a falta de políticas de incentivo fiscal são fatores de natureza
macroeconômica que fragilizam a Metade Sul.
Entre as 14 propostas apresentadas no Manifesto de Pelotas, se destacam as seguintes:
Desoneração tributária da carne e arroz produzidos na Metade Sul
Abertura urgente do mercado uruguaio para o gado em pé do RS, visto que se encontram no mesmo status sanitário
Abertura do mercado de Santa Catarina para o gado em pé gaúcho
Taxação do arroz importado na entrada do país (imposto de importação)
Promoção da vinda de missões de técnicos estrangeiros ao Rio Grande do Sul para habilitar o maior número de plantas frigoríficas
Concessão de crédito presumido de ICMS para carne e arroz produzidos no RS e rastreabilidade facultativa.


