Cadeia produtiva do arroz discute pleitos em três ministérios
Dirigentes setoriais ficaram terça-feira e quarta-feira em Brasília para realizar contatos em busca de apoio para suas reivindicações.
O presidente do Irga, Pery Sperotto Coelho, e lideranças da cadeia produtiva do arroz , encaminharam nesta quarta-feira, em Brasília, pleitos nos Ministérios da Agricultura, das Relações Exteriores, e de Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
Segundo o presidente do Irga, nas três audiências houve um clima de receptividade e reconhecimento sobre a importância de atender as demandas do setor arrozeiro. Ficou acertado que estes pleitos serão tratados na segunda reunião Câmara Setorial do Arroz do Ministério da Agricultura.
A liberação de contratos de opção privado foi a pauta do encontro realizado na Secretaria de Política Econômica do Mapa. Conforme os técnicos da Secretaria, a Medida Provisória (MP) que trata da regulamentação destes contratos já foi aprovada pelo ministério e será encaminhada para voto ad referendum no Conselho Monetário Nacional (CMN).
Nos próximos dias realizaremos reuniões, no Estado, para definir valores, prazos e as épocas mais adequadas para a operacionalização destes contratos , afirmou o presidente, destacando que foi sinalizado que os contratos de opção privados poderão ser operacionalizados ainda neste ano.
No Ministério das Relações Exteriores, os dirigentes da cadeia produtiva mantiveram audiência com o embaixador do Mercosul, Luiz Felipe Soares, para tratar de questões relacionadas ao impacto dos acordos atuais do bloco econômico na orizicultura. O embaixador garantiu que o ministério irá analisar internamente os pedidos, mas solicitou que a cadeia produtiva encaminhe detalhamento técnico das justificativas apresentadas durante a próxima reunião da Câmara Setorial, que deverá ocorrer no início de novembro.
A última audiência, que ocorreu no Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, tratou retorno do arroz na lista de exceção (TEC) . O presidente da Camex, Mario Muganini, salientou que o pleito poderá ser atendido se houver a concordância do Mercosul e do Ministério da Agricultura. Além disso, o presidente da Camex informou que sua pasta manterá contatos com países da América do Sul e América Central para identificar demandas e inclusão de acordos, visando incentivar a exportação de arroz gaúcho.
Os resultados das audiências, em Brasília, na avaliação de Sperotto Coelho, foram positivos. Não obtivemos soluções imediatas, porém iniciamos um processo de integração com diferentes órgãos do governo federal que são importantes para melhorar a situação de mercado da orizicultura gaúcha, concluiu.


