Gaúchos contestam notícia de grande estoque da safra passada
Notícia veiculada hoje em jornal de circulação nacional informava que entre 30% e 50% da produção gaúcha ainda não havia sido comercializada, mas especialistas afirmam que ainda existe, no máximo, 22% do arroz para vender. Informação equivocada pode causar impacto ainda mais negativo no mercado.
Uma notícia veiculada hoje em um jornal de circulação nacional causou grande preocupação no setor arrozeiro gaúcho. A notícia dava conta que entre 30% e 50% da produção gaúcha de arroz ainda não havia sido comercializada.
A informação está superdimensionada, segundo informação de alguns dos principais consultores de mercado de arroz. O especialista no assunto da empresa SAFRAS & Mercados, Aldo Lobo, considera que restem ainda entre 20% e 22% da safra gaúcha na mão dos produtores mais capitalizados. Pelo que se acompanha do mercado e os dados que reunimos, dificilmente mais de 22% da safra ainda estaria na mão dos arrozeiros, frisa Lobo.
O consultor Marco Aurélio Marques Tavares, que também é diretor de Mercados da Federarroz, concorda com Lobo. A faixa é de 20%, com uma margem de tolerância inferior a três pontos percentuais. Há exagero nas informações que trabalham acima destes patamares, frisou.
O presidente da Federarroz, Valter José Pötter, recomenda cautela na divulgação de informações deste nível. Na situação preocupante em que está o mercado de arroz, há grande sensibilidade para este tipo de informação. A divulgação da existência de volume irreal de produto para entrar no mercado é um fator de pressão ainda maior sobre os já defasados valores praticados no Brasil, alertou.
Pötter acredita que os arrozeiros gaúchos tenham, no máximo, 20% do arroz colhido. O Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga), também projeta um volume inferior a 22% de arroz a ser negociado no Rio Grande do Sul.


