Setor ratifica pleitos ao governo

Falta de política agrícola mobilizou dirigentes gaúchos ontem em Porto Alegre;. Lideranças fecharam documento com 14 reivindicações.

Lideranças do agronegócio gaúcho protestaram ontem em Porto Alegre contra a falta de política agrícola do governo federal que poderá levar a um novo endividamento do setor produtivo. Os dirigentes de entidades como Farsul, Federarroz, Fearroz, Federasul e Irga formalizaram em documento, junto com parlamentares e platéia de produtores reunidos no Auditório Dante Barone, na Assembléia, ações para reverter prejuízos.

Entre os 14 itens reivindicam definições quanto à importação de arroz do Mercosul e países, principalmente Estados Unidos, permissão para compra de insumos dos países do bloco, posição quanto ao Circuito Pecuário Sul e equalização do status sanitário com o Uruguai, além de mecanismos de comercialização do trigo, vinho e alho.

Conforme descreveu o presidente da Farsul, Carlos Sperotto, o produtor já vive situação de endividamento familiar, com juros e multas, e do mesmo modo o agronegócio vem apresentando grandes resultados ao país. ‘É o sentimento do setor, há uma desorganização interna’, desabafou, acrescentando que em 7 de abril de 2003 o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, já havia recebido documento sobre a situação dos produtores.

– Toda área produtiva tem problemas. A única cadeia produtiva que restou foi a do fumo, porque até a suína que existia foi prejudicada com o embargo russo’ apontou Sperotto.

O orizicultor e pecuarista de Arroio Grande, Nelson Martins, demostrou preocupação quanto a 2005. ‘Como nós vamos honrar dívidas com a saca valendo R$ 22,00 e o custo R$ 30?’, questionou, restando ainda 15% de sua safra de 25 mil sacas para comercializar.

O senador Sérgio Zambiasi, membro da Comissão Mista do Mercosul no Congresso, prometeu tentar marcar audiência pública ‘para mostrar a crise no governo’, dia 13. Ainda recebeu documento do presidente da Federarroz, Valter Pötter, com soluções para os produtores. A reunião, articulada pela Comissão de Agricultura da AL, foi dirigida pelo presidente Jerônimo Goergen.

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