Fim de ano segura o consumo e os preços

A aproximação do final do ano, quando tradicionalmente há uma queda no consumo de arroz, parou o mercado do produto no Brasil e freou a queda dos preços. No Rio Grande do Sul um saco de 50 quilos de arroz em casca, com 58% de grãos inteiros, está cotado em média de R$ 23,00 nas principais regiões.

A tradicional queda de consumo de arroz verificada em época de final de ano parou de vez o mercado brasileiro e freou a queda nos preços do produto em casca. O Rio Grande do Sul, esta semana, segurou as cotações de arroz em casca na média de R$ 23,00 para o saco de 50 quilos com 58% de grãos inteiros. Boa parte das indústrias segue fora do mercado, pois estão com bons estoques formados. Em algumas regiões, os preços chegaram a R$ 22,50.

O Mato Grosso também sentiu a queda dos preços nos últimos meses e operou, esta semana, com preços muito baixos. O arroz primavera (saco de 60 quilos) está cotado entre R$ 21,00 e R$ 23,00 (FOB) em Sinop, mas não existe mais arroz desta variedade e com boa qualidade. O Cirad baixou de R$ 19,00 em algumas regiões do interior matogrossense, mantendo média de R$ 20,00 (FOB) interior e R$ 22,00 (CIF) em Cuiabá. Muitos negócios de arroz Cirad para parboilizado têm sido realizados na região.

BENEFICIADO

Em São Paulo, esta semana registrou casos onde o fardo de 30 quilos de arroz do tipo 1 foi negociado a R$ 32,00. Dependendo da procedência e da marca, o produto pode alcançar até uma cotação máxima de R$ 38,00. Com mercado absolutamente parado, o saco de 60 quilos de arroz gaúcho beneficiado ficou na casa dos R$ 63,50 (CIF) e o arroz Cirad na casa de R$ 53,00 a R$ 54,00, competindo com o produto importado do Mercosul.

MERCOSUL

O produto do Mercosul segue entrando no Brasil, mas em volumes menores, pois muitas empresas estão estocadas e o fim de ano segura o mercado. O Uruguai está com mais de 95% da área plantada e a Argentina comemora 92%, com 166 mil hectares cultivados de um total previsto em 179 mil.

É grande a expectativa, na Fronteira-Oeste e na Campanha gaúchas, para novas manifestações de arrozeiros. A medida que está sendo concluído o plantio e alguns tratos culturais iniciais estão prontos, os produtores ganham algum tempo para cuidar da política setorial.

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