Projeto CFC no Estado anima representante da FAO
Representante da FAO esteve no Rio Grande do Sul para conhecer o projeto CFC para a alta produtividade do arroz.
O representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Piero Conforti, garantiu nesta segunda-feira 13, em Porto Alegre, após reunião com o presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Pery Sperotto Coelho, direção e técnicos da autarquia, que os resultados obtidos nas lavouras de arroz que participam do Projeto CFC são animadores.
Acompanhado de dirigentes do Fundo Latino Americano do Arroz Irrigado (Flar), Conforti encerrou o trabalho de supervisão do projeto iniciado em 2003, no Estado, cuja conclusão está prevista para 2006. O CFC é financiado pelo Fundo Comum de Commodities da FAO, que vem sendo implantado na Venezuela e no Brasil, através do Irga, com suporte técnico do Flar.
Durante visita ao Estado, o economista italiano participou de dias de campo em lavouras de produtores da Depressão Central, onde estão sendo implantadas ações preconizadas no Projeto CFC. Segundo Conforti, o Rio Grande do Sul tem grande potencial para elevar índices de produtividade de sua lavoura orizícola e o sistema de difusão de tecnologia do CFC é uma ferramenta importante para melhor aproveitamento desta vocação natural. Foi possível constatar que o projeto tem boa aceitação pelos produtores gaúchos e há qualidade na transmissão de informações, destacou .
De acordo com o presidente do Irga, a questão da produtividade é fundamental para aumentar a competividade da lavoura gaúcha. Com certeza, o projeto CFC permitirá que o produtor eleve sua renda e obtenha maior sustentabilidade na produção de arroz, salienta ele.
CFC
O CFC é programa de transferência de tecnologia para aumento de produtividade, baseado no sistema produtor a produtor, que faz parte do Programa Arroz RS. Por esse sistema, são selecionados produtores líderes em diferentes regiões, e em suas lavouras são empregadas tecnologias de manejo que apresentam resultados aprovados pela pesquisa.
Posteriormente à implantação do projeto, são realizados dias de campos em diferentes etapas de desenvolvimento da cultura da implantação da lavoura até a colheita da safra onde cada produtor-líder mostra as tecnologias para um grupo de orizicultores. De acordo com o diretor técnico do Irga, Maurício Fischer, com o Projeto CFC cada produtor rural passa a ser um agente de difusão de tecnologia para diferentes orizicultores de sua região.


