Produção de grãos crescerá 12,4% em 2005, para 134 milhões/t
As variações negativas vão ser registradas no algodão herbáceo (-2,43%), amendoim em casca 1ª safra (-5,88%) e arroz em casca (-3,17%).
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje a segunda estimativa para a safra 2005, que aponta uma produção total de 134 milhões de toneladas, volume 12,4% superior ao da safra 2004. Foram pesquisadas para o levantamento, em novembro, as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, e os Estados de Rondônia, Bahia, Piauí e Maranhão.
O maior incremento na safra, entre os produtos pesquisados, ocorrerá na soja, que aumentará 28,55%, para 63,2 milhões de toneladas. Segundo observam os técnicos do IBGE, o crescimento da soja, que se verificará também na área plantada (6% ante 2004), ocorrerá “pela falta de opção dos produtores para plantar outras culturas, principalmente o milho”, uma vez que as cotações também se encontram menores. “As características diferentes de comercialização da soja, podem ter influenciado nesse aumento da área plantada”, diz o IBGE.
Todos os Estados que plantam soja apresentam acréscimos nas suas perspectivas para 2005, sendo que as mais significativas foram verificadas no Piauí (30%), Paraná (24%), Santa Catarina (43%), Rio Grande do Sul (68%), Mato Grosso do Sul (62%), Mato Grosso (21%) e Goiás (27%).
Além da soja (mais 28,55%), segundo o IBGE, outros produtos vão apresentar crescimento na safra 2005 em relação a 2004: feijão em grão 1ª safra (11,65%) e milho em grão 1ª safra (3,35%).
As variações negativas vão ser registradas no algodão herbáceo (-2,43%), amendoim em casca 1ª safra (-5,88%) e arroz em casca (-3,17%).
No caso do arroz, por exemplo, os técnicos do IBGE observam que “os preços atuais são a principal razão dessa queda”. Segundo o IBGE, no Rio Grande do Sul, maior produtor de arroz do País, a produção para o próximo ano apresenta uma redução 7,74%, situando-se em 5,847 milhões de toneladas. Com a regularização do clima no Estado, onde está chovendo nas principais regiões produtoras de arroz, observa-se uma menor preocupação com relação ao abastecimento dos reservatórios de água que alimentam as lavouras, informam os técnicos.


