Arrozeiros definem estratégias para Mercosul
Entre outras coisas, os produtores querem que o Brasil evite mandar dinheiro em doações para vítimas da catástrofe da Ásia e mande arroz para reduzir os excedentes.
A Federarroz realizou no sábado uma assembléia geral com o objetivo de traçar estratégias para solucionar o impasse quanto ao produto importado do Mercosul. Conforme o presidente da entidade, Valter José Pötter, foi aprovada a proposta de encaminhar uma ação administrativa de defesa comercial do arroz brasileiro. “O documento já está pronto e deve ser levado à Brasília até o dia 20.”
Outra medida diz respeito ao envio, ainda hoje, de um ofício solicitando ao Ministério da Agricultura (Mapa) a correção do preço mínimo do cereal. “É preciso que seja feito um ajuste dos valores, pois é impossível continuar com custo de produção de R$ 30,00 por saca, enquanto que é vendida a R$ 20,00”. Também será encaminhado um pedido para a criação mecanismos oficiais de comercialização para a próxima safra.
Durante a assembléia, os arrozeiros demonstraram descontentamento em relação à MP 232 e aprovaram a destinação de 10% da próxima safra para exportação, em torno de 600 mil toneladas. “Vamos sugerir ainda que não seja doado dinheiro para as vítimas do tsunami, mas o excedente de arroz”.


