Fluxo inicial da safra no MT está praticamente inviabilizado

A corretora Futura Cereais, uma das principais do Centro-Oeste, alerta para a dificuldade inicial de comercialização da safra 2004/05 no Mato Grosso pelo fato dos preços do arroz estarem muito abaixo do custo de produção.

O fluxo de comercialização inicial da safra 2004/05 está praticamente sendo inviabilizado no Mato Grosso por encontrarem-se muito abaixo do custo de produção. O alerta foi feito ontem pelo corretor Jorge Fagundes, da Futura Cereais, uma das principais corretoras de arroz do Centro-Oeste.

Segundo Fagundes, a situação inicial da comercialização no Mato Grosso é preocupante. Além daquele estado operar com um estoque excedente bastante significativo, mesmo sendo de arroz de baixa qualidade, os preços da safra nova balizados pelos cerealistas e produtores encontram-se bastante inferiores ao custo médio de produção. “Este fator pode interferir na intenção de plantio da próxima safra”, alertou o corretor.

Segundo Jorge Fagundes, além da provável diminuição de área para a próxima safra no Mato Grosso, também pode ser registrada uma significativa perda de qualidade futura, em função da falta de investimentos em tecnologia para a lavoura. Este seria um reflexo direto dos preços não remuneradores praticados desde o primeiro semestre de 2004.

Atualmente, o saco de 60 quilos do arroz Cirad, da safra velha e acima de 50% de inteiros, é cotado a R$ 19,50 posto em Cuiabá. O Primavera da safra nova, com mais de 53% de inteiros, é cotado a R$ 23,00 (posto em Cuiabá) e o arroz verde com 3% de impurezas e 22% de umidade chega à capital mato-grossense cotado a R$ 18,50.

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