Mecanismos podem garantir piso inicial de R$ 26 ao arroz

Arrozeiros gaúchos, indústria, Conab e Ministério da Agricultura iniciaram sexta-feira a definir os mecanismos de comercialização da safra 2004/05 de arroz. A expectativa inicial é de um piso inicial de comercialização superior a R$ 26,00 e uma sinalização de R$ 30,00. Atualmente o Rio Grande do Sul opera na faixa de R$ 25,00 a R$ 27,00, dependendo da região.

A cadeia produtiva do arroz do RS apresentou nesta sexta-feira à Secretaria de Política Agrícola proposta para venda da safra 2004/2005. Segundo o deputado federal Luís Carlos Heinze (PP), o volume negociado é de 2 milhões de toneladas em contratos de opção público e privado. O preço reivindicado é de R$ 30,00 a saca.

Ainda não foi definido o quanto será liberado em EGFs e CPRs. “Precisamos de sinalização ao mercado, pois começaremos a colheita no final de fevereiro”, disse o vice-presidente da Farsul, Francisco Schardong. A Federarroz aguarda uma posição concreta na abertura oficial da colheita.

O diretor de Mercados da Federarroz, Marco Aurélio Marques Tavares, destacou que a mudança de comportamento do mercado, que se apresenta altista neste momento e sinalizando preços entre R$ 25,00 e R$ 26,00 para o saco de 50 quilos no Rio Grande do Sul também está interferindo na negociação.

A proposta de criar o Cotrato de Opção Privado ganhou o apoio do Governo Federal. A indústria confirmou interesse. Este mecanismo deve envolver 750 mil toneladas com um aporte de 60 milhões de reais por parte do Governo Federal para bancar a diferença (prêmio) de até R$ 4,00. O piso será de R$ 26,00 (valores hoje praticados).

Tavares lembra que embora abaixo do custo de produção de arroz no Rio Grande do Sul, estimado em R$ 30,68 pelo Irga, os R$ 26,00 iniciais de piso são favoráveis diante da expectativa de balizamento pelo preço mínimo de R$ 20,00 praticado atualmente no Mato Grosso. Os leilões para este mecanismo, segundo a proposta dos gaúchos, começariam já em 15 de março, se estendendo até julho.

PÚBLICO

Os arrozeiros gaúchos cobraram do Governo Federal também a liberação dos contratos públicos de opção para um milhão de toneladas ao referencial de preços de R$ 28,00. Os contratos permitem aquisição pelo Governo Federal com repasse ou recompra. “Apesar de estar abaixo do custo de produção, é um bom sinalizador neste momento para o mercado, que deverá sofrer outras interferências como a exportação de alguns volumes, salvaguardas para os excedentes do Mercosul, quebras por estiagem e outros fatores”, revela Marco Aurélio Marques Tavares.

Este mecanismo também servirá de apoio às exportações brasileiras de arroz em 2005. O encontro aconteceu na Secretaria de Política Agrícola, Abastecimento e Preços do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Deixe um comentário

Postagens relacionadas

Receba nossa newsletter