Produtividade decola

Os arrozeiros do Mercosul discutirão, nos próximos três dias, os baixos preços da comercialização da saca de 50 quilos de arroz (vendida em média a R$ 26, enquanto o custo de produção no estado é calculado em R$ 30.

O município de Dom Pedrito, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, é palco da 15ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz. O evento, aberto ontem, na Estância Guatambu, do agropecuarista Valter José Pötter, deverá receber mais de 10 mil pessoas. Público que irá conferir a tecnologia de ponta da propriedade e as atrações do Parque Juventino Corrêa de Moura, do Sindicato Rural.

Os arrozeiros do Mercosul discutirão, nos próximos três dias, os baixos preços da comercialização da saca de 50 quilos de arroz (vendida em média a R$ 26, enquanto o custo de produção no estado é calculado em R$ 30). Também aproveitarão a mobilização do setor para fazer reivindicações pela isonomia tributária no Mercosul para exportação e buscarão alternativas para a quebra acarretada pela seca. Segundo o Instituto Riograndense do Arroz (Irga) cerca de 30,9 mil hectares de arroz já foram abandonados pelos produtores, agravando ainda mais o quadro.

– Pediremos ao governo federal a aprovação da ação de defesa comercial para eqüalizar o preço do produto e faremos campanha para que o produtor não venda o grão a baixo do preço de custo – afirma Pötter, presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz), que representa 15 mil produtores gaúchos.

Mesmo com as dificuldades da seca, os organizadores investiram cerca de R$ 400 mil no evento no município escolhido entre cinco cidades gaúchas por ser pioneiro na aplicação de tecnologias, como o Projeto 10, do Irga, uma das atrações da Vitrine Tecnológica desta edição.

Segundo o Irga, o município figura entre os cinco maiores produtores. Na safra passada, a produção foi de 319,5 mil toneladas, o que corresponde a 5% da produção gaúcha. São 45 mil hectares plantados por cerca de 350 produtores. Conforme o presidente da Associação dos Agricultores de Dom Pedrito (AADP), Renato Rocha, o faturamento bruto do grão para este ano deve ficar em R$ 150 milhões.

– É a oportunidade de divulgar o produto, atrair novas políticas agrícolas para a região, trazendo como contrapartida novos mecanismos de ações para a comercialização da safra – projeta Rocha.

O ponto alto do evento será no domingo, último dia. A expectativa dos organizadores é de que o governador Germano Rigotto, o vice-presidente José Alencar e o presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP), participem da abertura oficial, às 10h.

OS NÚMEROS

No ano passado, a colheita de arroz foi de 6,3 milhões de toneladas

O faturamento atingido pelo setor chegou a R$ 6,2 bilhões

Com a seca que avança no Estado, 2,94% do total de 1,03 milhão de hectares semeados nesta safra foram abandonados

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