Embrapa mostra programa voltado à sustentabilidade

A Embrapa Clima Temperado de Pelotas apresenta aos visitantes da Vitrine Tecnológica da 15ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, na Estância Guatambu, uma lavoura implantada com as variedades Pelota e Taim, dentro das recomendações do projeto Marca.

A Embrapa Clima Temperado de Pelotas apresenta aos visitantes da Vitrine Tecnológica da 15ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, na Estância Guatambu, uma lavoura implantada com as variedades Pelota e Taim, dentro das recomendações do projeto Marca (Manejo Racional da Cultura do Arroz Irrigado). Os pesquisadores Gilberto Beviláqua e Algenor da Silva Gomes explicam que o projeto tem seu foco voltado à sustentabilidade ambiental e financeira da lavoura.

Um produtor Marca possui à disposição de 30 a 40 recomendações, nove delas consideradas chave e que devem ser cumpridas para a boa condução da lavoura. Entre elas, ele destaca sistematização da lavoura, preparo antecipado do solo, controle de plantas daninhas com produtos mais residuais, aplicação de nitrogênio no seco e depois proceder a inundação da área, utilização de produtos recomendados e dentro de um nível que seja compensatória a sua utilização, época de plantio e semeadura rigorosamente dentro da época recomendada para cada região, entre outras.

Além disso, incentiva a rotação de culturas, com milho ou soja na várzea, até como forma de controlar o arroz vermelho, uma das principais pragas da lavoura arrozeira. Outra alternativa é a implantação de pastagens cultivadas para a realização de plantio direto, grande preocupação da pesquisa, pois se constituti em técnica ligada diretamente à questão da sustentabilidade.

Beviláqua destaca que deveria haver o maior aproveitamento das áreas de várzeas pelo produtor. “A região Sul possui cinco milhões de hectares de várzea e utiliza apenas um milhão para o plantio de arroz”. Segundo ele, trata-se de área nobre, que não tem erosão e está sistematizada e pronta para ser usada.

A safra 2004/2005 serviu ao lançamento a campo do projeto e os resultados devem ser conhecidos no final da colheita. Este ano servirá como piloto para testar o programa, com lavouras implantadas em toda a região arrozeira. “Pretendemos contar no próximo ano com número bem maior de produtores e chegar a algumas regiões que ainda não foram atendidas”.

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