Irga espera que o produtor faça sua parte para regular preços
A expectativa é em relação ao volume de recursos e a que preços deve operar o mercado de opção.
Que os tradicionais anúncios sobre mecanismos de comercialização durante os discursos do ato oficial de abertura da colheita vão acontecer, os produtores de arroz não têm dúvida. A expectativa é em relação ao volume de recursos e a que preços deve operar o mercado de opção, diz o diretor comercial do Instituto Rio-Grandense do Arroz, Rubens Silveira. “O pedido do setor é de que seja anunciado o preço de R$ 30,00 à saca de 50 quilos, a fim de cobrir os custos de produção”.
Além disso, é esperado o anúncio de contratos de opção público e privado para regulagem do mercado. Silveira acrescenta que parte da comercialização, no valor de R$ 712 milhões, já está prorrogada automaticamente no custeio alongado, valor já transferido para o segundo semestre e que não traz pressão para o mercado agora.
São esperados também recursos para Empréstimos do Governo Federal (EGF) e Cédula do Produtor Rural (CPR). Mas é necessário que o produtor faça sua parte através do regramento da oferta e não superoferte o mercado, diz.
Silveira aposta num cenário de otimismo para o arroz, após a colheita. Vai depender do volume de recursos anunciados, distribuídos entre os contratos de opção público e privado. Segundo ele, outros fatores como a alta do mercado internacional, realização de vendas escalonadas, obtenção de preços que remunerem no mínimo os custos de produção e estoques de passagem, que não devem ser tão altos como o anunciado, apontam a perspectivas de mercado equilibrado, neste início de colheita.


