Comercialização do arroz dispõe de R$ 300 milhões
Rigotto, Alencar, Sperotto e Severino participaram da abertura oficial da colheita, em Dom Pedrito (RS).
A cadeia produtiva gaúcha do arroz terá disponível, a partir de hoje, R$ 300 milhões por meio de Empréstimos do Governo Federal (EGFs) e Cédula do Produto Rural (CPR) para comercialização da safra 2004/2005. A garantia foi dada nest domingo 27 pelo ministro interino da Agricultura, Ivan Wedekin, na 15ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, em Dom Pedrito (RS).
A medida retira do mercado 1 milhão de toneladas do cereal neste início de safra. O setor ainda terá R$ 712 milhões em crédito de custeio alongado, com cinco parcelas a serem pagas dentro de 60 dias. Segundo Wedekin, será anunciado em dois ou três dias, pelos ministros da Agricultura, Roberto Rodrigues, e da Fazenda, Antônio Palocci, um pacote de apoio à comercialização que inclui recursos para contratos de opção privados e, eventualmente, públicos, Prêmio de Escoamento da Produção (PEP) e liberação de crédito para financiamento de estocagem de grãos.
Outra medida encaminhada à Câmara de Comércio Exterior (Camex), e que também será resolvida nos próximos dias, é a elevação da Tarifa Externa Comum (TEC) em 10%. Hoje a TEC está em 10% para o arroz em casca e em 12% para o beneficiado. O governador Germano Rigotto determinou redução de 12% para 7% na base de cálculo do ICMS, o que, para o setor produtivo, tornará a cadeia orizícola mais competitiva.
O vice-presidente da República, José Alencar, exaltou a importância do setor primário. Em 2004, tivemos superávit de 33,5 bilhões de dólares e só a agricultura e a pecuária responderam por 35,5 bilhões de dólares. Significa que os outros setores representaram déficit de 2 bilhões de dólares. Até agora, estão colhidos no RS 3,16% da safra de arroz, plantada em 1,033 milhão de hectares, afirmou o diretor comercial do Irga, Rubens Silveira.


