Federarroz já recebe proposta de exportação

Duas propostas já foram apresentadas sem que a safra gaúcha tenha passado de 20% de área colhida. Com isso, cresce a expectativa do setor, enfim, exportar volumes mais significativos de arroz.

Enquanto está ultimando os detalhes da estratégia de exportação de arroz para 2005 com produtores, cooperativas, indústria e empresas de transportes e exportadoras, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) já começou a receber sondagens e contatos de interessados em adquirir arroz para o mercado internacional. O presidente da Federarroz, Valter José Pötter, acredita que os contatos de empresas especializadas no ramo começou cedo (apenas 20% da safra gaúcha está colhida) como reflexo do trabalho desenvolvido em 2004 para aumentar o volume de arroz gaúcho vendido ao mercado externo.

Duas propostas já foram formalizadas, mas ainda não alcançaram os patamares esperados pelos arrozeiros. “Apesar dos valores estarem próximos do que imaginamos ser adequado, neste momento ainda existem detalhes que precisam ser acertados em nossa estratégia de venda externa”, frisou Pötter.

Ele lembrou que o mercado brasileiro estabilizou na faixa de R$ 25,00 a R$ 26,00 no Sul do Brasil, para arroz padrão e o dólar está subindo, o que pode tornar a exportação um negócio mais atraente do que em 2004. “Em 2004 não fechamos negócios mais significativos por falta de experiência e estrutura logística, mas para 2005 estamos com muitas esperanças”, frisou.

Pötter destacou ainda que a indústria gaúcha aumentou significativamente o volume de vendas externas de arroz quebrado. “O importante é que temos que retirar o maior volume possível de arroz do mercado interno e não deixar entrar nenhum grão do Mercosul, pois nosso abastecimento está garantido segundo o próprio Governo Federal”, acrescentou.

A Federarroz está em campanha para que os produtores que armazenam arroz nas cooperativas separem 10% da produção para possíveis negócios de exportação. “No momento que surgir o negócio, as cooperativas já estão aptas a agilizar o processo e disponibilizar imediatamente o produto, que já estará classificado”, destacou.

A indústria gaúcha também entrou no Projeto Exportação. A procura inicial é por tipos de arroz de qualidade inferior, quebrado e parboilizado.

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