Bolivianos conhecem lavouras da Zona Sul
Grupo de bolivianos conhece sistemas de produção e beneficiamento de arroz da região.
Desde segunda-feira, grupo de 11 produtores bolivianos, de Santa Cruz de La Sierra, realizou visitas a propriedades, engenhos e empresa de máquinas agrícolas, nos municípios de Arroio Grande, Pedro Osório, Capão do Leão e Pelotas (RS). Os produtores vieram conhecer os sistemas de produção de arroz irrigado da região, com vistas à adoção do sistema em seu país, que produz apenas arroz de sequeiro.
O grupo foi acompanhado pelo técnico agrícola do 11º Núcleo de Assistência Técnica (Nate) do Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga) de Arroio Grande, Álvaro Jambeiro. Segundo ele, o principal objetivo da troca de sistema é o aumento de produtividade, que nas lavouras bolivianas fica em torno de três mil quilos por hectare.
Entre os aspectos que chamaram a atenção dos visitantes está a abundância de recursos hídricos da região arrozeira, que tem à disposição o potencial de duas grandes lagoas, a dos Patos e Mirim. “A irrigação das suas lavouras é feita a partir de poços.” Em Arroio Grande, os produtores visitaram duas propriedades.
Na lavoura de Armando Grill, que planta em torno de mil hectares, eles puderam ver de perto, resultados com o arroz mutagênico Irga 422 CL e na propriedade de Antônio Carlos Borges, com área de dois mil hectares, variedade híbrida, com produtividades em torno de oito a nove mil quilos por hectare. Além de manejo e irrigação, foi incluída no roteiro, engenhos de beneficiamento do produto, além da produção de sementes e secagem do produto com lenha e gás.
No Capão do Leão, foi visitada a propriedade de Elvacir Lobato, que está em plena colheita e mesmo com as restrições provocadas pela estiagem, atinge produtividade superior a seis mil quilos por hectare.


