Colheita gaúcha chega a 35%, mas qualidade e preços seguem baixos
Colheita gaúcha segue no ritmo dos últimos anos. 35% das lavouras já estão colhidas. Preços abaixo do custo de produção e b aixo rendimento dos grãos colhidos preocupam, segundo a Emater/RS.
Apesar do tempo mais úmido verificado a partir do meio da semana, com a ocorrência de garoas na quarta e na quinta-feira em diversas regiões produtoras do Estado, a colheita gaúcha de arroz prossegue sem maiores sobressaltos, não apresentando atraso significativo em relação à media dos anos anteriores. Neste momento, segundo a Emater/RS, 3% da lavoura ainda encontra-se em floração, 18% em enchimento de grãos, 44% madura e por colher e 35% das áreas estão colhidas.
As fortes chuvas que ocorreram nas principais regiões arrozeiras nesta quinta-feira e na madrugada de sexta-feira devem paralisar por um ou dois dias a colheita.
Ainda segundo relatório semanal da Emater/RS, as produtividades médias seguem entre os intervalos observados nas semanas anteriores, ficando entre 5,5 mil quilos/ha e 5 mil quilos. Afora o abandono de alguns quadros, por problemas de irrigação e pela estiagem, não se antevêem indicativos de que possa mudar este patamar, uma vez que nas áreas onde não houve falta de água as produtividades estão compensando a diferença.
Os técnicos da Emater gaúcha destacam que a preocupação no momento continua sendo o baixo rendimento de engenho do produto que está sendo observado este ano, além da estabilidade dos preços abaixo dos custos de produção. Esta tendência deve permanecer com o avanço da safra, que deve chegar à metade na próxima semana.
A Emater/RS informa que o saco de arroz em casca (50Kg) não sofreu variação, ficando nos mesmos R$ 25,13 cotados pela empresa no dia 24 de março. A título de informação, os engenheiros agrônomos da Emater destacam que há um ano, nesta época, o preço médio para o produto era de R$ 35,58, ou 41,58% maior do que a cotação atual.


