Lagarta atinge plantios de feijão e arroz no Ceará
Falta de recursos para combater infestação é a maior preocupação dos produtores do Cariri.
Uma grande praga de lagarta está atacando as lavouras de milho, feijão, capim e arroz do Cariri, no Ceará. Além de queda, o coice, reclama o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Crato, José Ildo, lembrando que, depois da estiagem que reduziu em mais de 50% a safra deste ano, o agricultor enfrenta a praga de insetos que está acabando com o que sobrou. O mais preocupante, segundo Ildo, é a falta de recursos para combater os insetos.
O pequeno agricultor não tem dinheiro para comprar defensivos agrícolas. Um litro de Folisuper, veneno apropriado para combater o inseto, custa R$ 38,00 e só dá para um hectare, diz o agrônomo Ernane Rocha. Em alguns casos, a incidência é tão grande que não compensa aplicar inseticida, avalia.
O melhor remédio seria uma boa chuva, acreditam os agricultores. Há quase uma semana não chove no Cariri. A terra está molhada, mas o sol causticante alimenta a proliferação de insetos. Atrás do pobre, corre um bicho, lamenta o sindicalista Zilcélio Ferreira. Quando não é a falta de chuvas, ou chuva demais, é a lagarta, diz.
A praga se alastra em todo o Cariri. O agricultor Francisco Matais, residente no Sítio Campo Alegre, Município de Juazeiro do Norte, diz que o mais prejudicado é o capim. Os técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ematerce) receberam informações da presença da lagarta em todos os municípios da região. Esta semana, os sindicalistas vão solicitar dos técnicos do órgão uma nova avaliação da safra.


