Chuvas atrasam colheita na Zona Sul

O arroz, que se beneficiou da luminosidade e altas temperaturas do verão seco, agora tem a colheita prejudicada pela concentração das chuvas nas duas últimas semanas.

Uma das culturas que mais se beneficiou com a luminosidade solar forte e temperaturas altas durante o verão seco, em todo o Rio Grande do Sul, o arroz, encontra-se agora em alerta, com as chuvas insistentes e ventos fortes da última semana. Em plena colheita da cultura, os produtores gaúchos estão apreensivos, pois além de atrasar o trabalho nas lavouras, a precipitação pesada e os ventos fortes podem resultar em acamamento da planta e provocar a debulha da panícula. Estes problemas podem ocasionar a redução da produtividade e prejudicar a qualidade do grão.

O último relatório emitido pelo Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga) indica a colheita de 41,32% ou pouco mais de 74 mil hectares dos 179.210 plantados na safra 2004/2005 na Zona Sul.
Em relação ao mesmo período do ano passado, o atraso é superior a 30% na região. O maior atraso ocorre na região produtora de Arroio Grande, que colheu 32,4% dos 39 mil hectares plantados. Jaguarão, com 55% e Pelotas, 54,59% são as regiões em que o trabalho está mais adiantado e acompanham a área do estado, que tem 55,28% da área colhida.

O gerente regional do Irga, Marcos de Souza Fernandes, aposta nas previsões de pelo menos dez dias de tempo bom na próxima semana para que o produtor possa acelerar a colheita. Ele observa que o grau de esterilidade do grão, nesta safra, de 20%, está bem maior que em anos anteriores, que fica entre 10% e 132% em anos normais. “Ainda não há um diagnóstico do estresse sofrido pela planta, se pelo frio ou altas temperaturas.” As produtividades na região se apresentam em média de 5,7 mil quilos por hectare, acima dos 5,5 mil quilos estimados.

AVALIAÇÃO

A Câmara Setorial do Arroz analisa, hoje às 14h, a situação da safra 2004/2005. No encontro, na Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SAA), a cadeia arrozeira discute a sustentação de preço e a exportação do cereal. O segmento examina ainda a fiscalização fitossanitária e de pesagem de cargas na fronteira com Uruguai e Argentina e detalha levantamentos sobre quebra da lavoura em território gaúcho.

Deixe um comentário

Postagens relacionadas

Receba nossa newsletter