Novo leilão de arroz é constestado em Santa Catarina
Previsto para acontecer no próximo dia 27 de abril, o primeiro leilão de prêmio de risco para a aquisição de arroz em casca difere do leilão de Aquisição do Governo Federal (AGF) e tem efeito paliativo no ajuste do preço do arroz, avaliam os catarinenses do setor.
O que era para ser a “salvação da lavoura” do arroz passou a provocar dúvidas nas indústrias e cooperativas beneficiadoras do cereal em Santa Catarina. Previsto para acontecer no próximo dia 27 de abril, o primeiro leilão de prêmio de risco para a aquisição de arroz em casca difere do leilão de Aquisição do Governo Federal (AGF) e tem efeito paliativo no ajuste do preço do arroz, avaliam os catarinenses do setor.
Essa nova modalidade prevê que o governo oferte um bônus de R$ 3 para cada saca de 50 quilos adquiridas a R$ 27, em lotes, pelas indústrias ou cooperativa. Ou seja, um preço real de R$ 24. Porém, como a cotação da saca atualmente é de R$ 21, a diferença chega a R$ 6, o que pode representar um prejuízo de R$ 3 por saca adquirida pelas beneficiadoras.
– Ainda irá sobrar para a indústria pagar – afirma o presidente da Cooperativa Agrícola Jacinto Machado (Cooperja), Vanir Zanatta.
O dirigente relata ainda que esse leilão com prêmio de risco foi solicitado há cerca de dois meses, quando a saca estava cotada a R$ 24, o que até justificaria o bônus de R$ 3 pago pelo governo federal.


