Déficit de armazenagem na região de Sinop atinge 50% da produção

Falta de armazéns é um dos mais graves problemas para a orizicultura matogrossense.

A região de Sinop, que recebe a maior parte da produção de municípios como Cláudia, Santa Carmem, Vera, Tabaporã; Feliz Natal e Tapurah tem um déficit de armazenagem de 50% em relação à quantidade de grãos produzida. A informação é do diretor executivo do Sindicato dos Armazéns Gerais do Norte e Nordeste do Mato Grosso – SIAGEN, Rui Geraldo Costa Roussenq.

Segundo ele, os sete municípios produzem em torno de 2.090 milhões de toneladas de grãos e os armazéns credenciados tem capacidade de armazenagem para receber apenas cerca de um milhão. Com isso, os que mais estão sendo afetados nesta época são os produtores de arroz, uma vez que os armazéns estão abarrotados de soja.

Com os baixos preços praticados pelo governo Federal, fica praticamente inviável para o produtor vender sua produção, uma vez que o preço oferecido pela Conab está abaixo do custo das despesas. “A Conab não está fazendo a parte dela que é comprar quando sobra produto nos armazéns e vender quando falta. Na região já existe poucos armazéns credenciados junto a Conab e agora os poucos que têm estão sendo descredenciados. Quando os produtores plantaram o arroz Cirad, fizeram na classificação que a Conab exigiu, agora ela quer colher em outra classificação. Isso prejudica o próprio Governo Federal porque afeta o comércio e o social de toda a cadeia”, disse o prefeito de Sinop, Nilson Leitão.

A solução para salvar a agricultura no Nortão e no Mato Grosso, segundo o Siagem, é que seja incluída na resolução do Banco Central para prorrogação da dívida de custeio e investimento, nos mesmos moldes do que foi realizados nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Deixe um comentário

Postagens relacionadas

Receba nossa newsletter