Mapa altera leilão de arroz
Menor exigência de documentação deve facilitar a participação da indústria, mas a eliminação da possibilidade de uma cooperativa adquirir produto de terceiros, passando a receber o cereal exclusivamente de seus associados, não agradou à indústria por acabar com o ágio e comprometer a disputa do prêmio.
A Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura promoveu duas alterações nas regras do próximo leilão de Prêmio de Risco de Arroz que ocorre na sexta-feira. A primeira, com objetivo de elevar a participação privada, foi a redução das exigências na apresentação dos documentos.
A segunda provocou reação contrária das indústrias ao eliminar a possibilidade de uma cooperativa adquirir produto de terceiros, passando a receber o cereal, exclusivamente, de seus associados. A mudança acabaria com o ágio da operação pois compromete a disputa pelo prêmio a ser pago à indústria, analisa o superintendente da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), Vilson Riva.
Durante o dia houve pressão para um recuo, que não foi confirmado. O superintendente Regional da Conab, Carlos Farias, informou que Sindapel, Abiap e Sindarroz contestaram a medida através de nota.
Segundo o diretor de Mercados da Federarroz, Marco Aurélio Tavares, a alteração deveria ser aplicada às cooperativas que têm restrição à aquisição de produtos de terceiros em seus estatutos. Riva também desaprova o procedimento.
Os representantes da indústria não foram localizados pela reportagem do Correio do Povo. Para o deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS) as mudanças apenas simplificam o sistema. Hoje ocorre o primeiro leilão de Contrato de Opção Privada onde os orizicultores comprarão o direito de vender os 1.142 contratos do cereal.


