Governo intensifica fiscalização de arroz

Fiscalização fitossanitária nos postos de fronteira poderá reduzir o fluxo das importações.

O governo entrou na briga dos arrozeiros do Rio Grande do Sul contra os agricultores do Mercosul. A superintendência regional do Ministério da Agricultura, Pecuária intensificou a fiscalização do produto importado.

Fiscais federais estão barrando caminhões com arroz uruguaio e argentino e exigindo testes fitossanitários e de resíduos de agrotóxicos. As carretas só são liberadas depois do resultado dos exames fitossanitários, que demoram até quatro dias.

A ação do governo vem ao encontro da posição dos produtores, que desde semana passada estão fazendo barreiras nas fronteiras com o Uruguai e a Argentina, impedindo a entrada do produto do Mercosul.

“Estamos apoiando o movimento. Acho que os produtores têm direito de reivindicar preços melhores”, diz Francisco Signor, superintendente federal da Agricultura no Rio Grande do Sul. Os produtores alegam que a entrada do produto dos países vizinhos têm depreciado os preços no estado. Desde o início da colheita, a cotação caiu cerca de 15%, chegando a R$ 21 a saca, abaixo do custo de produção, que é de R$ 30 a saca (50 quilos).

Signor diz que, se o teste de resíduo de agrotóxico comprovar a utilização de produto não autorizado no Brasil, o ministério vai barrar o arroz.

Deixe um comentário

Postagens relacionadas

Receba nossa newsletter