Federarroz se reúne com deputados gaúchos
Federação consolida apoios, mas ainda busca seus objetivos em audiências com o presidente Lula e o governador Germano Rigotto. Assembléia geral de arrozeiros, na próxima terça-feira, debaterá novas formas de protesto
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O presidente da Federação das Associações dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Valter José Pötter, reuniu-se ontem com deputados da Comissão de Agricultura e da Comissão do Mercosul da Assembléia Legislativa gaúcha. O dirigente arrozeiro expôs toda a crise do setor e as implicações do ingresso dos excedentes da Argentina e do Uruguai no país.
O deputado-presidente da Comissão de Agricultura e Cooperativismo da AL, deputado Elvino Bohn Gass, solidarizou-se com o segmento arrozeiro e enfatizou que esta crise é mais um fator de preocupação, pois o Rio Grande do Sul vive um momento crítico do ponto de vista social e econômico por conta da quebra das safras de milho e soja. Segundo ele, a lavoura de arroz, que teve um bom desempenho graças ao aporte de tecnologias dos últimos anos é fundamental para a economia da metade sul gaúcha e esta crise por excesso de produto estrangeiro traz um prejuízo muito grande a toda esta região e ao Estado.
Valter José Pötter explicou que esta foi a 47ª reunião da Federarroz com o Poder Público para discutir comercialização do arroz e a necessidade de buscar o equilíbrio de preços e custos para o produto no Brasil.
– Infelizmente, apesar de consolidarmos apoios importantes e apresentarmos argumentos de sobra, ainda não conseguimos sensibilizar o Governo Federal para os prejuízos da entrada excessiva de arroz do Mercosul e de terceiros países no Brasil e da necessidade de aporte de recursos em mecanismos que permitam enxugar o mercado – lamentou.
A Federarroz está esperando a confirmação de duas audiências para os próximos dias. Uma com o governador Germano Rigotto, em Porto Alegre, e outra com presidente Lula, em Brasília. Enquanto isso o setor está se articulando para debater novas propostas de manifestações na fronteira. Alguns setores estão propondo a radicalização do movimento.
Uma assembléia, na próxima terça-feira, deverá estabelecer as novas estratégias do protesto. Novas frentes de bloqueio na fronteira com o Uruguai e com a Argentina estão na pauta. Pelo menos mais dois pontos de fronteira poderão ser fechados até segunda-feira. Uma ação na Justiça Federal pedindo a suspensão liminar das importações de arroz pelo Brasil também poderá ser apresentada.


