Mercado parado e baixista no Mato Grosso

Excesso de arroz de baixa qualidade e de Cirad 141 sem alcançar a classificação de longo fino mantém o mercado do Mato Grosso sem negócios importantes e com cotações muito baixas. Produto com 40% de inteiros chegou a ser negociado a R$ 9,00 o saco de 60 quilos ontem.

O excesso de arroz de baixa qualidade das duas últimas safras e de Cirad 141 que não alcança a classificação de longo fino estão ajudando a pressionar os preços de mercado ainda mais para baixo. O mercado segue absolutamente parado, segundo informou o corretor Jorge Fagundes da Futura Cereais.

É grande a oferta de arroz com 20% a 40% de inteiros, posto em Cuiabá, para mistura e parboilizado, por valores que vão de R$ 8,00 a R$ 12,00 o saco de 60 quilos. Uma indústria de São Paulo, que trabalha com farinha de arroz, pagou ontem R$ 9,00 o saco de 60 quilos de arroz com 40% de grãos inteiros.

O arroz entre 45% e 48% de inteiros também tem boa oferta e está cotado na faixa de R$ 13,00 (FOB Sinop). Outro negócio concretizado ontem, no Mato Grosso, foi a venda de 46 mil sacos de arroz primavera, com 53% de inteiros – acima – e manchado, por R$ 13,00 posto em Cuiabá. Produto da safra velha.

– A verdade é que existe pouco arroz com 55%, 56% neste momento no Mato Grosso. O primavera de melhor qualidade já foi bem comercializado no início da safra. O mesmo aconteceu com o Cirad 141 plantado no cedo, colhido com qualidade bem superior – revela Fagundes.

Segundo ele, produtores e cerealistas que ainda têm arroz de melhor qualidade estão segurando o produto para negociar no segundo semestre na expectativa de melhores preços.

– As indústrias que trabalham com arroz do Tipo 1 só se movimentam mediante pedido e com cargas pequenas. Daí compram 1 mil a 1, 5 mil sacos de arroz acima de 50% de inteiros e com preço final na faixa de R$ 18,00 a R$ 19,00 – acrescentou. O fardo de 30 quilos de arroz Tipo 1 do Mato Grosso já chega a São Paulo por até R$ 26,00 de preço final.

Esta semana também surgiram notícias de máquinas de beneficiamento de arroz sendo colocadas à venda por algumas empresas do Mato Grosso. Produtores também voltaram a falar sobre redução da tecnologia aplicada na lavoura e também de área destinada à orizicultura.

Os arrozeiros de Sorriso anunciaram ontem (5) a suspensão das vendas por 60 dias e também dos pagamentos de dívidas. Em Matupá os produtores encerraram a manifestação que manteve a BR 163 fechada por um dia.

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