Leilão de prêmio vende 44,2% da oferta no RS
Santa Catarina negociou 100% da oferta. No total foram negociados 52% dos contratos ofertados, um resultado que ficou dentro da expectativa do setor.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizou na manhã de hoje 6, o segundo leilão de Prêmio de Risco de Opção Privada para o arroz colhido no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Dos 3.704 contratos ofertados, 1.947 foram comercializados, totalizando 52,6% dos contratos negociados. Foram vendidas, 52,3 mil toneladas com 100% do prêmio.
RIO GRANDE DO SUL
Dos 3.148 contratos ofertados para o Rio Grande do Sul, 44,2% ou 1.391 foram comercializados, totalizando um volume de 37.557 toneladas.
O resultado deste leilão é pouco superior ao praticado na semana passada e teve praticamente os mesmos compradores. A maior participação foi das cooperativas rizícolas gaúchas. O superintendente da Bolsa Brasileira de Mercadorias, Vilson Riva, considera que o movimento esteve dentro da previsão.
– Foi um leilão para tirar a febre sobre a participação da indústria e serviu para mostrar que parte da indústria está considerando este mecanismo atraente explicou.
SANTA CATARINA
A boa notícia do dia para o setor, ficou por conta do leilão de Prêmio de Risco de Opção para Santa Catarina, que vendeu os 556 contratos ofertados (15.012 toneladas). A negociação fechou sem ágio.
Com o leilão de prêmio de risco, o governo se dispõe a pagar um prêmio máximo de R$ 3,00 por cada saca de 50 kg de arroz. Na outra ponta, os arrematantes do Prêmio de Risco, que são comerciantes ou indústrias de beneficiamento de arroz, estarão se obrigando a lançar contratos privados que estabelecem que o produtor rural ou cooperativa irá vender a saca do arroz em casca tipo 1 por R$ 27,00.
VENDA CASADA
O primeiro leilão de prêmio e o primeiro de opção privada realizados revelaram uma interessante estratégia adotada por algumas empresas. Ficou evidenciada a ocorrência de operações casadas. Ou seja, a indústria se habilitou ao prêmio a partir de uma negociação prévia com seus clientes. Sendo assim, teria vantagem do prêmio de R$ 3,00 pago pelo Governo Federal e de até R$ 4,72 pagos pelo ágio da disputa dos produtores pelo contrato de opção. Ao produtor, que pagou o ágio, restou um preço final em torno de R$ 21,50/saco de 50 quilos.
Os produtores já estudam uma forma de interferir neste procedimento para reduzir o ágio. Mesmo assim, a negociação está sendo interessante para os produtores, pois o preço médio do produto no Rio Grande do Sul, hoje, fica em torno de R$ 19,00.


