Arrozeiro protesta em Jaguarão

Encontro resultará em documento a ser entregue a Lula na quarta-feira.

O ato público que deve reunir mais de 600 arrozeiros hoje em Jaguarão resultará em uma carta de reivindicações a ser entregue quarta-feira ao presidente Lula, em Brasília, em audiência da qual também participará o governador Germano Rigotto.

A prioridade é garantir a comercialização da safra a um preço que remunere o custo de produção e financiamento total a juros de 8,75% ao ano, conforme o presidente da Federarroz, Valter Pötter. A federação irá propor a inclusão desses itens no Plano Safra 2005 a representantes dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, que discutem o projeto hoje na Assembléia.

– As contas estão vencendo, o arrozeiro tem produto colhido, mas não há comprador – destacou o dirigente.

A solução da crise do setor, acrescenta, passa também por taxação, adoção de salvaguardas ou suspensão das importações de arroz de países do Mercosul.

– Se o governo agir, implantando mecanismos de aquisição de 1,5 milhão de toneladas que sobraram do ano passado, o mercado fica regulado, senão viraremos 2006 com 2 milhões de toneladas excedentes. Aí será o caos – acrescentou.

Pela manhã, produtores, dirigentes de entidades representativas do setor, parlamentares e prefeitos da região da Fronteira têm encontro na Biblioteca Municipal de Jaguarão e, à tarde, participam de mobilização diante do porto seco da Receita Federal, onde um bloqueio com tratores foi montado para impedir a entrada de caminhões com arroz uruguaio. Ontem à noite, quatro caminhões estavam retidos no local, mas, a partir de hoje, a tendência é aumentar. Outras cargas serão liberadas.

A carta não deve conter só pleitos de arrozeiros, mas também de pecuaristas e agricultores em geral, garante Claudino Correa, conselheiro do Irga e um dos coordenadores da mobilização.

– Não há tempo para rodeios. O problema de comercialização já deveria estar resolvido.

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