Opção pública ainda depende de verbas
Não há previsão orçamentária para socorrer o arroz e mais de 60% dos recursos que estavam disponíveis foram direcionados para o milho e o trigo ainda no ano passado.
Uma das principais reivindicações dos orizicultores gaúchos, o lançamento de contratos de opção públicos, corre o risco de não ser atendida pelo governo federal. O diretor da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Maria dos Anjos, disse que o mecanismo não está nos planos do governo.
– Isso depende de orçamento. Só se houver novos recursos e, por enquanto, não há nenhuma sinalização sobre isso – explicou.
A operação objetiva a retirada do mercado de 1 milhão de toneladas através de aquisição de produto.
Mesmo assim, o setor produtivo acredita que poderá garantir o mecanismo na reunião entre o presidente Lula e o governador Germano Rigotto.
– Não há outro instrumento que tenha impacto imediato no mercado. Entendemos que o governo federal tem uma verba na manga para ajudar o setor – especula o diretor comercial do Irga, Rubens Silveira.
O segmento pediu a Anjos que o Plano de Safra aumente o preço mínimo da saca de arroz de R$ 20,53 para R$ 25,95.
O diretor de comercialização e abastecimento agrícola e pecuário, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Maria dos Anjos, disse ontem na capital gaúcha, que a pasta briga por um adicional de R$ 2 bilhões desde o ano passado que seria usado hoje para apoiar as culturas do algodão e do arroz. “Estamos direcionando os recursos para as opções privadas que custam menos”, disse.


