Crise do arroz reflete no comércio
Na Zona Sul do Rio Grande do Sul o comércio está renegociando prazos para os produtores de arroz. Mesmo assim, há um desaquecimento nos negócios.
A descapitalização dos arrozeiros atingiu o comércio do extremo sul do Estado. Em Santa Vitória do Palmar, que detém uma das maiores áreas plantadas de arroz no Rio Grande do Sul, as vendas caíram mais de 50%, segundo a Associação Comercial do município.
Tradicional moeda nas transações entre produtores e lojas da cidade, o preço da saca de arroz vem despencando. Há 30 dias, a saca de 50 quilos valia R$ 25. Ontem, era negociada por R$ 18,80. A derrocada, que de acordo com os arrozeiros é reflexo das importações sem tributação do grão dos países vizinhos, criou um impasse.
– Tudo aqui é comprado tendo como referência a saca de arroz. Agora, os comerciantes querem renegociar os valores de vendas feitas a prazo porque temem perder dinheiro – conta o presidente da Associação de Arrozeiros de Santa Vitória do Palmar, Paulo Bueno.
Solidários à causa dos produtores, os empresários da cidade concederam um prazo para renegociar as dívidas. Conforme o presidente da Associação Comercial, Carlos Alberto Rodrigues, se o setor quebrar, cerca de R$ 100 milhões vão deixar de circular na cidade.


