Governo federal deve liberar 500 milhões para compra de arroz

Deputado Érico Ribeiro (PP-RS) afirma que Governo Federal vai liberar 500 milhões para compra de um milhão de toneladas de arroz. Anúncio pode acontecer até terça-feira.

O governo federal vai liberar R$ 1,4 bilhão para a agricultura e deste total, R$ 500 milhões devem ser destinados à compra de um milhão de toneladas de arroz. Pelo menos é o que espera o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP) que, a pedido do deputado federal Érico Ribeiro (PP), manteve audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para formalizar o pedido dos produtores.

Enquanto não é oficializado o anúncio, os arrozeiros permanecem com o movimento nas fronteiras com o Uruguai. Em Santa Vitória do Palmar eles permanecem na BR-471, onde estão acampados desde a manhã de ontem. A mobilização se iniciou com a participação de cerca de cem produtores, que agora se revezam em turnos. A categoria tem o firme propósito de impedir a entrada de caminhões com o produto vindo do Uruguai. Apenas pela manhã, 11 veículos ficaram na Aduana do Chuí. Em Jaguarão, devido à chuva forte registrada pela manhã – cem milímetros – o movimento foi suspenso. O bloqueio será retomado na BR-116 às 8h de segunda-feira.

Conforme o vice-presidente da Federarroz e da Associação dos Arrozeiros de Jaguarão, Ricardo Gonçalves da Silva, o mau tempo desestruturou o protesto. Como a previsão é de chuva forte durante todo o final de semana, a categoria se reuniu e optou por deixar a estrada e retornar segunda-feira. Na região da Campanha, mais de 150 produtores participam do bloqueio na BR-153. No primeiro dia impediram a entrada de 11 caminhões, que ficaram na Aduana de Aceguá. A Associação/Sindicato Rural de Bagé apóia a mobilização, organizada pelo Movimento Independente dos Produtores.

O movimento da categoria é pela suspensão das importações ou taxação do arroz importado em 50% para compensar os desequilíbrios tributários e cambiais do Mercosul (salvaguardas), controle rigoroso de peso e exames fitossanitários na entrada de arroz nas fronteiras, garantia de comercialização da safra – implementação de mecanismo oficial de comercialização através de contratos públicos de opção para o excedente nacional e AGF, revisão do preço mínimo do arroz, que hoje está totalmente defasado em relação aos custos reais de produção e não-aprovação dos índices de produtividade agropecuários do MDA, pois penalizam mais de 50% da lavoura gaúcha.

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