Rigotto defende solução para arroz gaúcho durante viagem com Lula

Governador viaja para Ásia com Lula e aproveitará para expor a crise da agricultura gaúcha.

O prejuízo sofrido pelos produtores gaúchos de arroz, em conseqüência do baixo custo de comercialização em relação aos gastos de cultivo e do ingresso descontrolado de grãos da Argentina e do Uruguai, foi um dos assuntos tratados pelo governador Germano Rigotto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a viagem à Coréia do Sul. Rigotto embarcou domingo pela manhã, de Brasília, integrando a comitiva presidencial como convidado. Nesta segunda-feira (23), pouco depois de desembarcar em Seul, onde chegou por volta da meia-noite (12h pelo horário de Brasília), disse que entregou ao presidente um documento da Federarroz, em que a entidade expõe as dificuldades enfrentadas pelo setor, e reforçou a urgência de medidas.

Os arrozeiros reivindicam a compra, pelo governo federal, de 1,5 milhão de toneladas de arroz excedente no mercado – 1 milhão de toneladas do Rio Grande do Sul e 500 mil toneladas do Mato Grosso -, para venda, principalmente, no mercado externo. A questão foi tratada também com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que acompanha a missão. Rigotto argumentou que é necessária uma solução rápida aos arrozeiros gaúchos, responsáveis por 50% da produção nacional. A resposta de Lula foi de que o governo deverá anunciar, nos próximos dias, a aquisição de estoque reivindicada pelos agricultores.

Não foi confirmado, no entanto, o volume a ser comprado. Rigotto sustenta que é impossível manter a atividade produtiva, já que os arrozeiros recebem R$ 18,00 por saca de arroz, quando têm um gasto de produção de R$ 30,00 por saca. O estoque do produto, neste momento, é considerado o maior da história do Rio Grande do Sul. Com 12 mil produtores em atividade no Estado, o setor emprega 232 mil pessoas

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