Assentados beneficiam e embalam arroz ecológico
Assentados de Tapes inauguram agroindústria de beneficiamento e embalagem de arroz ecológico. Projeto foi viabilizado pelo Incra/RS através do Programa Terra Sol.
Os agricultores do assentamento Lagoa do Junco, em Tapes, estão dando mais um passo em direção à sustentabilidade econômica, com a recente inauguração de uma agroindústria de beneficiamento e embalagem de arroz ecológico. Financiada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra/RS), com recursos – R$ 35 mil – do Programa Terra Sol, a unidade vai atender 15 famílias ligadas à Cooperativa de Produção Agropecuária dos Assentados de Tapes Coopat.
Com a agroindústria, cuja capacidade de embalagem chega a 24 sacos por hora, a cooperativa está viabilizando a comercialização direta do arroz que é produzido no assentamento cerca de 250 mil kg – eliminando os intermediários e promovendo a geração de renda das famílias. “Antes, produzíamos arroz em casca e vendíamos para a indústria. A partir de agora, com o beneficiamento e a embalagem, vamos fechar o ciclo de produção, agregando valor ao produto. Assim, o arroz também chegará à mesa do consumidor mais barato, porque não há intermediário”, avalia o assentado Fábio Augusto de Medeiro Lopes.
Depois de empacotado, o cereal cultivado no assentamento é vendido diretamente a pequenos e médios mercados de Tapes, Gravataí e Veranópolis, e também já chega a Santa Catarina.
A escolha dos agricultores pela produção ecológica, por sua vez, leva em conta a proteção e o respeito à terra, à saúde e ao meio-ambiente, valores que superam a simples busca pelo lucro. “Normalmente, a escolha pela produção do arroz convencional se dá em função do dinheiro. Ao escolher a produção ecológica, nós optamos pelo respeito à terra, observando principalmente sua função social”, afirma Fábio. Somente na região de Porto Alegre, agricultores assentados ligados ao MST produzem cerca de 40 mil sacos de arroz ecológico.