Adubo importado reduz custo da saca de arroz em 5%

Prefeito de Cachoeira do Sul (RS) pretende trazer o insumo do Mercosul e repassar aos lavoureiros de sua cidade .

A importação de adubo da Argentina e do Uruguai para Cachoeira do Sul poderá reduzir em 5% o custo da produção da saca de arroz. Esta intenção está sendo estudada pelo prefeito Marlon Santos, de Cachoeira do Sul (RS). Ele pretende comprar o insumo de países do Mercosul e repassar direto aos produtores a preço de custo. Marlon estima que a importação irá reduzir em 30% o gasto dos produtores com adubo.

De acordo com o secretário municipal da Agricultura e Pecuária Antônio Wilson Corrêa da Silva, o adubo representa 17,05% do custo da lavoura de arroz. O Irga calcula o custo de produção de uma saca do cereal em R$ 30,68. Assim, pode-se projetar uma redução de R$ 1,56 por saca produzida, o que significará uma economia de 5% no bolso dos arrozeiros cachoeirenses se a medida anunciada pelo prefeito Marlon for colocada em prática.

O secretário Antônio Wilson já está pesquisando junto às indústrias de adubo da Argentina e do Uruguai o preço do produto para saber se é viável importá-los para serem aplicados nas lavouras de Cachoeira. Gastos com frete e impostos também estão sendo analisados para que a Smap possa apurar o valor final para trazer o insumo ao município.

O secretário Antônio Wilson e o prefeito Marlon devem se reunir com lideranças do setor orizícola para debater a idéia. Antônio Wilson não arrisca fazer uma projeção da redução de custo antes de concluir sua pesquisa, que deverá estar pronta em 15 dias. A informação repassada por ele é de que o custo de um hectare de lavoura de arroz é de R$ 3.184,49. Deste montante, R$ 533,83 (17,05%) correspondem a adubo e fertilizantes, valor que cairia para R$ 373,33 por hectare, com uma redução de 30% estimada pelo prefeito.

O prefeito Marlon Santos antecipa que a compra do adubo deverá ser feita através de uma licitação internacional. Ele ainda não sabe quando começará a comprar. “Queremos o quanto antes”, afirmou.

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