Comércio de arroz ganha impulso em Mato Grosso
Contrato de Opção é mecanismo novo para o Mato Grosso.
Um novo instrumento de comercialização, o contrato de opção, promete fortalecer a cadeia produtiva do arroz em Mato Grosso, ampliar mercado e destravar os negócios. O instrumento deve entra em operação no mercado nos próximos 15 dias, prevê o presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Mato Grosso (Siamt), Marco Lorga.
Na terça-feira passada técnicos da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) apresentaram ao setor o mecanismo de comercialização em bolsa de futuros com participação do governo federal. Segundo Marco Lorga, a União assume o risco de mercado aplicando R$ 3 a cada saca de arroz vendida. Nesse sistema, se o mercado pagar R$ 12,00 pela saca do arroz, o produto no final das contas renderá aos produtores R$ 15,00.
Outra modalidade de apóio à rizicultura era a aquisição por meio de preço mínimo, onde o governo empenha R$ 12 na compra da mercadoria quando há necessidade de interferência para equilibrar o mercado. “O contrato de opção é a maneira do governo federal intervir no mercado com mais eficiência e resultado sem gastar mais. Com o mesmo volume de recursos antes empenhado é possível uma intervenção quatro vezes maior”, afirma Marco Lorga.
A expectativa do setor é aumentar a demanda pelo produto. Hoje Mato Grosso cultiva 2,2 milhões de toneladas de arroz e processa 1,6 milhão de toneladas. Uma defasagem de 600 mil toneladas. O líder sindical afirma que 80% do parque industrial do Estado está paralisado porque a indústria não consegue colocar o produto em outros mercados consumidores.
“Essa sistemática é uma alternativa que deve minimizar a crise instalada na atividade, ativar a demanda e fazer com que as indústrias mato-grossenses tenham mais competitividade perante as instaladas no Sul do país, conseguindo aproximar o produto do mercado consumidor nas mesmas condições”, explica Lorga.
Fluxo de caixa
De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação, o contrato de opção agradou às indústrias e aos produtores. “Esse mecanismo é mais sofisticado, aumenta o fluxo de caixa das empresas, melhora a rentabilidade do produtor e modifica a situação do mercado para acabar com o freio na comercialização em Mato Grosso”, ponderou Lorga.
O contrato de opção usado na cultura do arroz foi criado no final de dezembro de 2004 para ser utilizado na próxima safra, mas já foi testado com sucesso no início do ano no Rio Grande do Sul.
“O mecanismo ajuda não só a comercialização, mas é uma ferramenta que deve reestruturar a cadeia produtiva unindo em parceira o produtor e a indústria”, salientou Marco Lorga.


