Banco do Brasil aceitará valor dos contratos de opção
Produtores poderão pagar o custeio com base nos patamares de preço dos contratos públicos de opção. Pelo menos R$ 23,20 estão garantidos. Lula não conseguiu chegar a Santa Rosa (RS).
O mau tempo impediu o presidente Lula de chegar a Santa Rosa (RS), mas os arrozeiros que foram tentar uma audiência para sensibilizá-lo no sentido de que o Governo Federal lance os contratos públicos de opção ao preço de pelo menos R$ 25,00 o saco de 50 quilos (58% de inteiros) não voltaram de mão abanando. Enquanto ainda era confirmada a notícia de que o avião do presidente não conseguiria pousar em Santa Rosa, o presidente da Federarroz, Valter José Pötter, conseguiu reunir-se com o diretor do Banco do Brasil, Ricardo Conceição, e o superintendente do BB no Rio Grande do Sul, Valmir Rossi, para debater condições especiais para pagamento do financiamento de custeio.
Algumas agências do Banco do Brasil no Rio Grande do Sul só aceitam o recibo de depósito por R$ 17,00 a R$ 18,00, como valor referente a cada saco de 50 quilos. O diretor-executivo da Federarroz, Renato Rocha, destaca que em Dom Pedrito o banco trabalha com R$ 20,00, o que é muito preocupante para o produtor. Na reunião com os dirigentes da instituição financeira, os arrozeiros conseguiram garantir que o recibo de depósito levará em conta os preços praticados nos contratos públicos de opção, sinalizado pelo governo federal em R$ 23,20.
Os produtores ainda tentam furar o bloqueio e conversar, nos próximos dias, com o presidente da República. O governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, deve conversar com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, nos próximos dias e apelar para a sensibilidade do governo federal para fixar os preços em R$ 25,00 pelo saco de 50 quilos ou ao menos praticar R$ 23,20 sobre arroz de 50×18.
– Os arrozeiros já abriram mão de R$ 5,00 por saco diante do custo de produção. Falta tão pouco para um acordo, só R$ 1,80, que o governo federal precisará ter sensibilidade e reconhecer que é um pleito justo frisou o governador Rigotto.
O Banco do Brasil também sinalizou com a possibilidade de aceitar a prorrogação da primeira parcela de vencimento do financiamento de custeio para o próximo ano em casos especiais. Mas, condicionou esta medida à aceitação do governo federal em eqüalizar os custos.


