Conab diz que Cirad não atende exigências

A Conab reforça que não foi a lei que mudou, mas a variedade Cirad 141 perdeu qualidade e deixou de atender às exigências legais que existem desde 1988.

O superintendente regional da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Ovídio Costa Miranda, informou que técnicos do órgão fizeram levantamento prévio de qualidade para a variedade Cirad 141 e constataram que “boa parte” da produção não se enquadrava como “longo fino”. Segundo ele, para ser classificado como longo fino o arroz precisa atender às exigências da portaria 269/88, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que estabelece os critérios de classificação de produtos de origem vegetal.

No caso do [arroz] longo fino, em um universo de amostra fiscalizado, pelo menos 80% dos grãos têm que ter a espessura máxima de 1,90 milímetro (mm). Os técnicos, entretanto, identificaram dimensões de 1,91 a 1,94 mm em uma quantidade superior a 80%. “Boa parte da variedade fiscalizada, portanto, não atendeu às exigências da legislação para ser classificada como longo fino e foi rotulada apenas como longo”, esclareceu o superintendente da Conab.

A reclamação dos produtores é de que, com o não enquadramento de parte da produção à portaria do Mapa, o setor seja obrigado a arcar com os prejuízos, já que o preço mínimo do longo fino estipulado pela União é de R$ 20,70, enquanto o longo pode chegar no máximo a R$ 10,73. “Infelizmente, a variedade deixou de atender às exigências e a Conab nada pode fazer”, disse Ovídio Miranda.

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