Arrozeiro planeja voltar a Brasília

Lideranças dos arrozeiros devem ir para a Capital Federal mesmo sem audiência marcada para forçar uma decisão do Ministério da Agricultura sobre a prorrogação de custeio.

Dirigentes do setor arrozeiro do Rio Grande do Sul estão dispostos a ir a Brasília na próxima quinta-feira, mesmo sem confirmação de uma audiência com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. As lideranças passaram a segunda-feira de plantão à espera de uma confirmação de um encontro hoje com Rodrigues, mas o ministro está com agenda cheia e amanhã irá para São Paulo, onde se encontra com representantes das indústrias do setor de insumos para intermediar o refinanciamento de dívidas de produtores com o setor privado.

Os representantes de Farsul, Federarroz e Irga cobram a prorrogação dos custeios dos orizicultores, que vencem nos meses de julho e agosto no Rio Grande do Sul. O valor estimado das duas primeiras parcelas é de R$ 272 milhões. A intenção do setor é que a repactuação possa ser feita entre os meses de dezembro e janeiro de 2006, ao final dos contratos. Segundo o deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), o montante tomado pelos produtores gaúchos de arroz para o financiamento do custeio, na safra 2004/2005, soma aproximadamente R$ 680 milhões.

O presidente da Federarroz, Valter José Pötter, enfatiza que o pleito foi reforçado inúmeras vezes, sendo um dos ítens centrais do Tratoraço. O setor também quer a antecipação do vencimento dos contratos de opção cuja liquidação ao produtor ocorre em outubro. Os agricultores garantem que negociaram o vencimento para 15 de setembro. O primeiro leilão é amanhã. Serão ofertadas 62 mil toneladas no RS. O teto por produtor é de 20 contratos de 27 t cada.

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