Arrozeiro reforça pauta a ser entregue a Lula
Reunião na Farsul definirá a pauta a ser entregue ao presidente Lula, quarta-feira em Bagé.
Essa última semana de julho será decisiva para o setor orizícola definir ações de pressão aos ministérios da Agricultura (Mapa) e da Fazenda na tentativa de obter algum avanço quanto à prorrogação do pagamento das dívidas de custeio que estão vencendo. Hoje, na Capital, dirigentes se reúnem na Farsul, para, como forma de ultimato, elaborar documento a ser entregue ao presidente Lula que estará nesta quarta-feira em Bagé.
Conforme admitiu o diretor administrativo da Farsul, Amilton Soares, o preço da saca de arroz precisa de uma reação para o produtor ter condição de pagar os débitos. ‘Precisamos que o preço reaja até R$ 24,00 ao menos’, desabafou. Salientou que o valor médio atualmente obtido no Estado é de R$ 20,00/saca.
O presidente da Federarroz, Valter José Pötter, observou que para isso ocorrer é preciso a liberação de mais R$ 300 milhões do governo para completar os recursos disponibilizados para os leilões.
– Da promessa de intervir no mercado com R$ 1 bilhão aos produtos com mais problemas só foram liberados R$ 400 milhões. Destes, R$ 300 milhões foram destinados ao setor. Mas, falta mais R$ 300 milhões para reduzirmos o ágio nos leilões – reivindicou.
Outro ponto considerado básico, a ser solucionado, é o apoio efetivo às exportações do cereal.


