Leilão privado negocia 99% da oferta de arroz
Apenas 20 contratos não foram adquiridos e voltarão ao pregão nesta quinta-feira , desta vez de opções públicas.
Foram negociados hoje 99,59% dos 2.707 contratos privados de opção de arroz ofertados em leilão. A oferta total somava 73.089 toneladas do grão do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Apenas 20 contratos não foram adquiridos e voltarão ao pregão amanhã (4), quando acontece novo leilão, desta vez de opções públicas. No leilão de amanhã, serão ofertadas 83 mil toneladas do Rio Grande do Sul e 17 mil de Santa Catarina.
No pregão de hoje, 34 lotes entre 37 ofertados foram negociados pelo prêmio de abertura (R$ 25,92) e em dois deles o ágio foi pequeno – de R$ 0,07 e R$ 0,08 por saca. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) introduziu uma mudança nos limites de negociação para os próximos leilões. Os produtores poderão adquirir até dez contratos por pregão, em vez de 20 admitidos até agora.
A expectativa para o leilão privado era de um ágio pequeno, lembrou o superintendente regional da Conab no Rio Grande do Sul, Carlos Farias, mas o comportamento deve ser diferente amanhã, quando ocorre a oferta pública de contratos. O resultado do leilão está diretamente relacionado à renegociação dos financiamentos de custeio de arroz. “Se houver uma sinalização concreta de prorrogação do custeio, o produtor perde a pressa em vender”, comentou Farias.
As opções públicas dão o direito ao produtor de entregar o grão ao governo por um preço pré-estabelecido. Já quem compra uma opção privada é obrigado a oferecer esses contratos para os produtores.
O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, indicou ontem que espera solucionar até sexta-feira a prorrogação das parcelas de custeio da safra 2004/05. A transferência dos vencimentos de junho, julho e agosto do custeio de soja, arroz, algodão, milho, trigo e sorgo do Centro-Oeste e Bahia tinha sido anunciada no dia 19, mas não foi votada na reunião do Conselho Monetário Nacional realizada no dia 28. Os produtores de arroz do Rio Grande do Sul reivindicam a mesma medida.


