Guloseimas estão proibidas em alguns Estados
Arroz integral está entre os produtos recomendáveis para o lanche escolar.
Em São Paulo, uma portaria de março explicita alimentos que devem ser oferecidos pelas cantinas de escolas estaduais, mantidas pelas Associações de Pais e Mestres. São frutas, salgados assados, barras de cereais, arroz integral, sucos naturais e barras de chocolate com menos de 30 gramas. E proíbe produtos “que podem ocasionar obesidade e problemas de saúde causados por hábitos incorretos de alimentação”, mas não dá detalhes.
Nas cantinas de escolas municipais do Rio não se pode vender chicletes, doces, alimentos ricos em colesterol. Mas a vanguarda fica com Santa Catarina, que proíbe, desde 2001, refrigerantes, salgadinhos e guloseimas em escolas públicas e particulares.
No exterior, a França também não permite mais máquinas com produtos industrializados e refrigerantes. Alguns Estados americanos tomaram a mesma decisão. Em agosto, os dois gigantes Coca-Cola e Pepsi prometeram não mais vender refrigerantes nas escolas do país, mas só no ensino fundamental e durante os horários de aula. A bebida continua liberada para os adolescentes do ensino médio.
– Minhas filhas aprenderam a comer fruta com casca na escola – conta a psicóloga Juliana Pagano, mãe de duas alunas da Escola Viva, na Vila Olímpia. Nos seus 32 anos de história, nunca houve refrigerantes ou frituras na cantina ou no refeitório. Juliana diz que essa política foi decisiva quando teve de escolher a escola das meninas.
– Não dá mais para deixar só na mão da família, as crianças passam aqui grande parte do seu tempo, diz a nutricionista da Viva, Laura Furtado.
A nutricionista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Daniela Silveira, recomenda evitar os excessos. Ela diz que não vê problemas em permitir que a criança leve uma vez por semana bolachas – desde que só três unidades e não um pacote – ou um salgadinho industrializado. Mas, nos outros dias, ela recomenda pães com poucos frios, sucos naturais e muita fruta.


